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terça-feira, 2 de junho de 2015

Yoga pela manhã



Pela manhã começa o dia. Há quem tenha algumas dificuldades em acordar cedo para fazer algo que não seja "ter de ir trabalhar", mas digo-vos desde já, começar o dia com uma prática de Yoga matinal muda toda a nossa dinâmica e rotina melhorando em muito a qualidade da nossa vida.

India 2009, meditação ao nascer do sol nas montanhas


Aqui vão alguns benefícios de saltar para o tapete logo pela manhã:

Uma prática de Yoga matinal faz com que o dia se incie de forma mais consciente e equilibrada.
Sabe aquela sensação de paz que tem a seguir a uma aula ou depois de meditar? Imagine começar assim o seu dia e ter o privilégio de continuar o dia em modo equilíbrio. Por muito que fale sobre isso só há uma maneira de ver... Experimente



Acordamos o metabolismo e "sistemas de limpeza" do nosso corpo logo pela manhã. Mais do que um café, alguns exercícios de respiração (pranayamas) e até alguns exercícios de limpeza (kriyas) fazem com que todo o corpo tenha outra dinâmica ao longo do dia. O sistema digestivo e linfático agradecem.

Maio 2015 no Parque D Carlos I 
As posturas de Yoga, libertam-nos o corpo. Durante a noite, há alguma rigidez que se vai instalando e é de manhã que a sentimos mais. Tenho algumas pessoas que me dizem que de manhã não querem praticar porque sentem o corpo menos flexível. Mas é exactamente pela manhã que mais precisamos de recuperar a mobilidade nos músculos e articulações. Uma das primeiras professoras de Yoga que tive dizia sempre que de manhã é mais fácil meditar porque a mente está mais calma e mais difícil praticar as posturas físicas (Ásanas) porque o corpo está mais preso. À noite esta dinâmica inverte-se: corpo mais solto, mente mais agitada.

 Chegar com os mãos ao chão não pode nem deve de ser o objectivo da nossa prática, mas sim dar ao corpo o alimento, alongamento, e força necessários para que nos traga ao longo da vida o minimo de limitações possíveis durante o maior período de tempo possível. Será 120 anos de saúde pedir demasiado?

Claro que devemos praticar de acordo com a nossa disponibilidade, mas a minha sugestão é que experimentem uma aula de Yoga ou mesmo trazer a vossa prática para o início do dia. Sintam a diferença no corpo, na mente e na disposição em geral ao longo do vosso dia.

Encontramo-nos brevemente num tapete logo pela manhã

Love you all


PS: A partir deste sábado também no Balance Health Club & Spa às 9h. Até já

terça-feira, 19 de maio de 2015

A importância do silêncio e outros assuntos desportivos

A mente é um bicho. Pelo menos a minha é. Tem pensamentos que começam por parecer adoráveis cãezinhos recém nascidos e passados uns momentos de alimentação tornam-se predadores dispostos a destruir o nosso estado de equilíbrio (Alien style).

Não sei quanto a vocês mas esta mente que aqui habita, tem muitas limitações: acha-se sempre o centro do universo, identifica-se com tudo o que vê, acha sempre que o problema é da dona dela, ou então a dona é a solução para tudo.

Então, parece-me que a melhor abordagem é a chamada abordagem "jogador da bola" (perdoem-me os que não falam de si na terceira pessoa, eu sei que são bastantes). Tratemos a mente como ela é, uma entidade que precisa de espaço, que precisa de tempo para processar pensamentos e as emoções que vêm associadas a eles.

Ter um momento do dia para deixar a mente processar o que tem a processar é fundamental neste processo de lhe dar espaço, de compreender que controlar os pensamentos que surgem é uma tarefa inglória.

Quando nos damos uns momentos durante o dia em que só observamos os pensamentos, vamos compreendendo como ela é, vamos conseguindo tratá-la na terceira pessoa tipo "jogador da bola". Os problemas relativizam e deixam de ser Aliens devoradores de humanos para passarem a ter a dimensão que realmente têm. Com um pouco mais de realidade .Mais ou menos sérios, mas sem a carga emocional que muitas vezes uma mente turva lhes empresta.

Então vamos dar-nos a esse "luxo" para conseguirmos manter a sanidade. Uns minutos de silêncio durante o dia... Simples e até pode ser que ajude à adormecer... Se não o fazemos voluntariamente durante o dia, podemos ter de fazê-lo à força à hora de ir dormir.

Agora, feche os olhos e observe. Sem julgar, sem tentar controlar, deixe-a ir e observe

Manter um espeço próprio para a paragem ajuda. Partilho aqui o meu


Love you all

PS: Perdoem-me os clichés, mas esta questão de falar na terceira pessoa faz-me sempre lembrar um maravilhoso jogador do Sporting. Mário Jardel que consigas encontrar o teu equilíbrio se ainda não encontraste

PSS: Sim podemos gostar de yoga e meditação e gostar de ver futebol ou qualquer outro desporto. Desculpem-me os fundamentalistas.

sábado, 3 de janeiro de 2015

De boas intenções está o Inferno cheio


Estas alturas de mudança de ano, servem sempre como balanço e redireccionamento, porque afinal às vezes vamos desviando uns graus do objectivo. De início sabemos tão bem,  depois vamos perdendo o ímpeto e a garra de os seguir. O modo "zombie" (de que já falei aqui algumas vezes) instala-se e de repente ver aquela série ou programa fica mais importante do que a verdadeira direcção que queremos dar à nossa vida.


Em sânscrito a palavra é Sankalpa: संकल्प. Um sankalpa é só uma intenção, uma direcção para onde queremos ir. 

Atenção que formular um Sankalpa é pouco e não vale ficar tipo "O Segredo" (lembram-se deste best-seller?) que dizia que só o poder da mente chegava para termos tudo aquilo que precisamos. Então os bracinhos e as perninhas servem para quê?

Começa-se por uma intenção, pensamos nos passos necessários a dar e vamos tentar fazê-los. O Sankalpa é o inicio, o resto vem da nossa força de vontade e de uma série de outras condições que podem ou não acontecer nesse momento e que nós não controlamos.

Dou já um exemplo. A Maria e o João (Os nomes clássicos portanto) estão cheios de vontade de ir fazer uma viagem. Eles nem se conhecem e estão cada um no seu computador a sonhar pelos sites de compra de viagens. A Maria quer ir para as Bahamas, o João quer ir ao México. Nenhum deles o pode fazer neste momento, mas enquanto a Maria vai tentando poupar ou arranjar uns trocos extra, o João rapidamente desliga e vai ver a telenovela. Quem é que tem mais probabilidades de se safar? 


Aqui vão os passos para concretizar mais em 2015:

1- Sankalpa, perceber onde queremos ir, qual a direcção a seguir
2- Perceber quais os passos práticos que são necessários tomar 
3- Dar esses passos cheios de determinação


O resultado destas acções poderá ou não trazer aquilo que querem à vossa vida, porque há toda uma série de factores (que fazem parte da ordem natural das coisas) que podem ou não acontecer. O importante não é falhar ou conseguir, o importante é tentar e dar todos os passos para conseguir. Ou podemos nem tentar e continuar a ver o telejornal ou a telenovela...

A minha sugestão é começar com um simples, comece agora. Pense no que quer realizar ou que aconteça, pense no que precisa de fazer para que isso aconteça, depois é só fazer... O pior que pode acontecer é não acontecer nada, mas isso já está garantido desde o inicio.

Happy New Year


PS: Uma das minhas intenções para 2015 é escrever mais no blog. Estou a dar passos nessa direcção!!!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

a mania da perseguição..

Chamem-lhe insegurança, ou mania da perseguição, mas já perdi a conta às vezes em que gastei as minhas calorias mentais e pensar no que tinha feito ou deixado de fazer para alguém ter tido esta ou aquela atitude comigo.

Vamos lá pôr as coisas em pratos limpos e ser objectivos: o facto de alguém responder de maneira mais seca ou rápida pode não ter absolutamente nada a ver connosco. Imaginem a situação:
Vamos todos beber um café e a Maria (personagem fictícia prometo), começa a fazer cara feia para o João (outro nome para o ar) e até lhe responde qualquer coisa do género:

Maria- "Não preciso que me ajudes a comer este cheesecake de frutos silvestre"
João (em pensamento)- só pode estar muito chateada comigo, devo ter feito alguma coisa para ela não partilhar
Maria (em pensamento)- estou cheia de fome, LARGA o meu cheesecake

Resultado, o João não tinha feito absolutamente nada e a Maria só estava mesmo com fome, uma reacção básica a um instinto básico.

Tal como a fome, temos reacções básicas como o medo, que nada têm a ver com a pessoa a quem respondemos.

Há coisas que na realidade não são problema nosso. O João não precisa de ir para casa gastar o resto do  dia e das calorias mentais a rever vezes sem conta o que fez à Maria. JOÃO SÊ OBJECTIVO.. 


Se calhar não é problema teu... Ou se calhar podes perguntar à Maria se se passa alguma coisa, mas se no fim do dia e sabendo que não houve intenção de magoar a pessoa, ela reage dessa maneira, indaga e deixa ir... Não és responsável pela resolução dos problemas do mundo... Afinal a Maria só tinha fome e não era mesmo problema teu 

Love you

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Analisar padrões e a terceira lei de Newton

Tenho a mania de analisar padrões na minha vida. Aliás grande parte do processo de reconhecimento e aprendizagem passa por isto. Acontece uma coisa.. (Pronto aconteceu) Acontece a segunda parecida num curto espaço de tempo... (Espera aí que há algo que eu não estou a ver) Acontece a Terceira (só mesmo se formos muito tapados é que não vemos que há algo a aprender por aqui).

A parte engraçada é que me costumam acontecer em grupos de 3, como se esta inteligência que gere a casa já soubesse: só com uma não vai lá... A mim cheira-me a lei do Karma.

Nestes últimos dias fiquei pendurada algumas vezes. À última da hora cancelaram tudo e mais alguma coisa, ou deixaram-me à espera 2 horas com aquela conversa do: "São só mais 10 minutos".
Escusado será dizer que não gostei. Mas por outro lado deixou-me a pensar: se a lei do karma bate sempre certo, então provavelmente estarei a fazer isto aos outros.

O Karma é a reacção óbvia às nossas acções: não me parece que ande aí um senhor a julgar e a castigar (a que uns chamam Deus, outros Ishvara ou universo).

Assim, a minha intenção para os próximos tempos é esta: cumprir à risca tudo o que me proponho. Não por causa da lei do karma que vem e dá de volta, mas porque não gostei nada de estar neste lado. Não é justo.


 Cumprimos não por medo do que possa acontecer mas por percebermos as consequências das nossas acções.

Terceira Lei de Newton: A toda a acção opõe sempre uma igual reacção

Então se na vida aparecem padrões, observamos e analisamos se em algum momento actuámos de alguma maneira que pudesse provocar esta reacção.

Na volta podemos sempre "culpar" os outros e escolher não aprender nada. É uma escolha

Love you

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ser racional é assim tão mau?

Com todas estas novas tendências "New Age", a disciplina e a mente passaram a ser um bicho a eliminar na nossa vida. Frases como "Segue o coração" e "Tu és luz" começaram a ser difundidas como a única verdade e até parece que os que têm uma personalidade mais racional (como alguém que eu conheço) têm um problema sério a resolver.

Pois bem meus amigos, não há absolutamente nada de errado connosco se achamos isso tudo um bocadinho demais do que a conta. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Se há alguma coisa que tenho vindo a aprender é que todos temos a nossa personalidade e a maneira de reconhecermos a nossa natureza não é só uma.

Para os mais racionais, utilizamos mais a mente. Utilizamo-la para compreender a nossa natureza, para aceitar quem somos. Se a disciplina faz parte de nós então utilizemo-la para experienciar a vida de forma plena e consciente.

Se por outro lado somos mais emocionais, então trabalhamos também para equilibrar esse lado. Demasiada emoção e acima de tudo a identificação permanente com as emoções são uma montanha russa permanente de alegria e sofrimento que também em nada ajudam a viver a realidade e a resolver os obstáculos da vida.

Assim, nem 8 nem 80. A solução está no equilibrio. Na quantidade certa de força e flexibilidade, de seguir o coração e usar a mente, e acima de tudo de sabermos que somos parte do todo mas com os pés na terra.

Temos muito tempo para viver só lá em cima. Aqui temos um corpo, uma mente e uma consciência que são para ser integrados e usados a todo o momento.

Na realidade não há absolutamente nada de errado connosco, o problema é acharmos que há. Mas também só pensando que temos um problema é que tentamos chegar à solução. No meio o conhecimento acontece.

Love you

Mafalda




  

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Já temos tudo

Uma vida estagnada, vivido em modo de sobrevivência, para pagar contas e ver televisão não deve ser nada fácil (também conhecida como o modo zombie)... Tenho a "sorte" de não ter de viver a vida assim...

Achamos que viver com entusiasmo e motivação só funciona com desafios novos, com a exploração de conceitos que estão fora da nossa zona de conforto, e com novas visões do mundo.

Quando as fazemos todas percebemos que são limitadas. Que o bem estar que nos trazem acaba e lá vamos nós buscar outra.

Para quem tem esta inquietude na alma aqui vão algumas ideias limitadas e uma última para as equilibrar

1- Ler


Insere-se na categoria das novas visões do mundo. Transporta-nos para uma realidade diferente da nossa e pode muito bem mudar a nossa realidade com a aprendizagem que quisermos retirar dessas leituras

2- Viajar


Aqui não temos de ter fundo de maneio para ir até ao outro lado do mundo. Basta irmos onde nunca fomos, e muitas vezes há sitios bem perto para explorar e ver com novos olhos.

3- Workshops e cursos


Nada mais fácil, há tanta oferta de coisas que podemos fazer. Desde cake design, a tricot, a filosofia ou dança, aulas de música ou karaté, vale tudo quando queremos alimentar a alma com algo novo.

4- Aprender com cada experiência


O nosso dia-a-dia é cheio de desafios e temos até a escolha de os transformar em aprendizagens. Essa é A forma de evoluir, aprender a cada momento como melhorar com aquilo que a vida nos oferece.



5- Não precisas de nenhuma das anteriores


Todas estas "experiências" são óptimas, mas convém termos o verdadeiro conhecimento porque nada disto nos vai satisfazer de forma permanente se não soubermos o verdadeiro segredo da questão: Já somos completos e tudo aquilo que precisamos de ser. Nunca vai haver experiência ou pessoa que nos possa completar de forma permanente, porque já somos tudo o que precisamos de ser.

Com este conhecimento podemos ler, viajar, e aprender de forma completa e aí vivemos realmente de forma plena e em consciência


A solução é aprender

E rir... MUITO

Love you

Mafalda


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Julgamentos e afins



Este fim de semana fui fazer um workshop com uma daquelas professoras rock star. Estava em modo excitamento por poder aprender algumas posturas mais "avançadas" e por levar um banhinho de ar fresco na cabeça.


E lá cheguei eu, bem antes da hora e coloquei o tapete na sala no sitio que me parecia perfeito e sentei-me. E olhei à minha volta... E comecei a passar-me... Todos os que iam chegando tinham as calças de última geração e nada baratas do yoga (lululemons e afins), berrinhos histéricos de contentamento e começo a ver a minha vida a andar para trás.

O alien começa a tomar conta e lá estou eu a coçar a cara, irritada comigo por estar naquele lugar onde a marca das calças era rainha e os Egos corriam soltos e livres em vez dos valores que eu tanto ando a tentar praticar...


E pronto! Aquela Mafalda que eu gosto pouco estava completamente à solta (faz-me sempre lembrar os filmes sobre os liceus americanos, com o pessoal cool e os nerds)...
A insatisfação a aumentar, a irritação a subir à cabeça, e a pergunta do costume, o que é que eu estou a fazer aqui? Isto já não tem nada a ver comigo... Aguentar um dia inteiro disto?



E a vozinha lá atrás começou, primeiro quase que não a ouvia, depois não a queria ouvir porque o Ego estava a tomar conta e depois finalmente escolhi ouvir: estás aqui porque uma parte de ti é assim... Estás aqui porque tens alguma coisa a aprender aqui... Estás aqui porque é o sítio certo e a altura certa para estar!

E pronto: o Alien foi à vida dele, desisti de julgar os outros e a maneira como praticam Yoga, virei-me para dentro e foi um dia maravilhoso onde mais uma vez aprendi e estive presente

Melhor é impossivel

Ultrapassamos o julgamento, ultrapassamos o ego, aceitamos as condições actuais e o céu limpa e estamos simplesmente lá

Ouvi dizer que é sempre a aprender! E não é que têm razão?


Love you

Mafalda

PS: Posturas "avançadas" não são aquelas bonitas para as fotos. Basta estarmos de pé com consciência da nossa verdadeira natureza.. Bem mais "avançado" que um Eka Pada Galavasana

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Abandonar ou persistir?

Em situações de conflito não é fácil perceber se é hora de abandonar um projecto (e quem lhe chama projecto pode facilmente chamar-lhe relacionamento ou amizade).

Quando a cabeça está quente e existe um conflito há duas coisas que devemos considerar: o projecto em si e as pessoas que fazem parte dele. O que fazer: fugir porque já não conseguimos mais lidar com alguém com quem simplesmente não ligamos e que nos provoca sofrimento ou levar o "projecto" em frente porque este "detalhe" é menos importante que a causa em si?

Abandonar ou persistir?

Para os teimosos deste mundo, muitas vezes persistimos porque sim e porque não vamos dar o braço a torcer ou porque vamos ganhar este braço de ferro só para provarmos que somos mais fortes. Aí está o Ego! Esse "amigo" que nos tolda a visão e nos leva a tomarmos decisões cegas. Quanto a mim, sei que este "amigo" já me levou a muitos erros.

Abandonar só porque há um obstáculo, ou uma dificuldade também nos turva a visão de quem somos. Permitir que outros nos façam desistir de algo que amamos é uma péssima opção de vida, que nos vai auto-destruindo aos poucos.

Então como é que entendemos esta linha tão ténue entre aquilo que vale a pena levar em frente ou aquilo que está na hora de abandonar?

Primeiro, SLEEP ON IT. A almofada é uma boa conselheira, e irmos a correr fazer queixinhas aos outros acerca dos nossos obstáculos pode ser uma má opção. Em vez disso, digiram as emoções e as situações. Dormimos uma noite (ou duas ou mais) sobre o assunto e deixamos a poeira assentar de maneira a vermos mais claramente a situação.

Segundo, o que é que realmente interessa? Qual o meu objectivo no que estou a fazer? O que me interessa é o projecto em si? Vou permitir que este conflito me afaste deste objectivo? O que faço é de coração?

Terceiro, estamos ou lemos quem nos possa inspirar! Aqui só as palavras sábias do Swami Dayananda me salvaram. "Dar aos outros a liberdade de ser quem são", respeitar que  todos temos histórias diferentes e as decisões que os outros tomam são baseadas nas suas experiências e nós devemos aos outros essa aceitação e esse entendimento. (Até podemos repetir em forma de meditação, eu dou-te a liberdade de seres quem és).  

Avançamos porque o coração é maior que os obstáculos. Abandonamos se o Ego for a razão para avançar.

Quanto às situações de conflito e de perder a cabeça, perdoamo-nos por não nos termos lembrado de dar essa liberdade ao outro. Still working on it!

Namasté

Love you

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Volto a insistir: Ahimsa

Voltemos ao básico Ahimsa. Não violência

Não violência no que dizemos, no que fazemos.

Tanta coisa não aconteceria se ahimsa fosse o principio básico de todos. 
Como se podem dizer religiosos se ferem, batem ou matam? 
Incrivel como o espirito de grupo tolda as ideias de todos e passam a deixar de pensar por si.

Provavelmente já todos ouvimos que violência gera violência, alguém tem de acabar este ciclo.

A única sugestão possivel é que cada um de nós termine com esse ciclo. Este é o único caminho para que cada um encontre a sua própria paz.

Voltemos sempre ao básico e a cada momento pratiquemos ahimsa. 


Bom fim de semana

PS: Embora já tenhamos falado sobre este tema, nada me parece tão actual como Ahimsa.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Um banho de realidade

Durante muito tempo procurei alguma coisa. Sabia que faltava algo, só não sabia bem o quê. Isso dava-me uma inquietude, uma ansiedade e uma angústia que me parece que alguns de vocês também se podem identificar. Está lá um espaço vazio e fazemos experiências para o preencher com tudo o que encontramos. Uma insegurança latente.

E o que queremos é libertarmo-nos dessa insegurança. O problema está em procurarmos a segurança em coisas que por si só já são inseguras e efémeras, como pessoas ou experiências. 

E podemos viver nisto a vida toda. Há quem consiga enterrar estes sentimentos tão lá no fundo que consegue viver o dia-a-dia como se nada fosse. 

Pessoalmente, passei por essa fase, depois passei pela outra de mandar tudo ao ar. E que fase libertadora foi essa! Foi absolutamente necessário na minha vida e voltaria a fazer tudo na mesma. Tive de passar por isso para fazer as mudanças e construir a vida que realmente queria construir, mas nem isso era necessário, porque embora tenha melhorado o vazio, especialmente a nível profissional onde finalmente me senti realizada, talvez a liberdade da insegurança não fosse o mais importante. Até porque foi essa insegurança e insatisfação que me fizeram andar para a frente. 


O Swami Dayananda fez-me entender o essencial, o que preenche esse vazio não são as mudanças consecutivas de factores externos, nem muito menos preencher os vazios com pessoas ou coisas e fazer uma vida perfeita cheia de corações e felicidade (embora também façam parte e ainda bem), o que eu quero é conhecimento. O que me traz paz é eu conhecer a realidade tal como ela é, é perceber como o mundo funciona, como a minha mente funciona e assim a cada dia trabalhar para Moksha a libertação, que acontece não como que por magia onde tudo passa a ser um conto de fadas, mas como se fosse uma limpeza da nebulosidade que nos impede de nos compreender a realidade daquilo que já somos. 

Esse discernimento (Viveka) leva-nos a perceber o que é real do que é irreal, o que é permanente do que é impermanente e faz as coisas parecerem mais claras e menos difusas.

Meus amigos, que benção que é este banhinho de realidade.

Namasté

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Inspiração

Há pessoas que me inspiram todos os dias: família ou amigos que por uma razão ou outra nos fazem ser melhores e querer dar mais, professores incríveis que me ensinam quem eu já sou, alunos com a uma dedicação apaixonante, e tantos anónimos na rua que todos os dias me mostram a realidade.

Mantermo-nos inspirados e motivados é fundamental quando queremos cumprir a nossa missão. Todos os dias pratico yoga, faço o meu estudo diário Svādhyāya e quanto mais o faço, desculpem-me o egocentrismo mas mais fico apaixonada por tudo isto!

Quanto mais consciência potenciamos na nossa vida, mais inspiração vem, e no fundo considerando que todos somos consciência este tem de ser o nosso caminho.

Não nos deixemos aprisionar pelas nossas limitadas faculdades mentais ou fisicas, e muitos menos pelas limitações dos sentidos.
Tentemos relembrar a cada instante da imensidão e plenitude que já somos. Assim e como infelizmente isto ainda vai e vem e não se tornou permanente (o que por outras palavras quer dizer "viva a minha ignorância"), tento ir aprendendo com quem já sabe, arranjando as necessárias fontes de inspiração diárias.

Uma das coisas que fiz foi este altar com algumas das divindades que me inspiram a reconhecer as estas qualidades em mim.



Hanuman - Pela dedicação, o esforço e por ser um verdadeiro herói.
Lakshmi - Pela capacidade infinita de dar em abundância a todos.
Siva dancer, Nataraja- Siva por ser "O yogi", em forma de nataraja pela inspiração no movimento do universo


Assim sempre que vou praticar, meditar, preparar aulas ou estudar a minha vista é sempre esta, para que me possam continuar a inspirar sempre.

Namasté

PS: Vou juntar um ganesha ASAP.
PSS: As descrições das divindades que eu fiz acima são feitas de uma forma muito resumida de dizer aquilo que mais inspira nelas, o que não quer dizer que sejam a única representação possível. Cada uma delas tem uma história que merece ser conhecida por detrás, talvez num próximo post

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Procrastinar



procrastinar
(latim procrastino, -are
Deixar para depois. = ADIAR, POSTERGAR, PROTRAIR ≠ ANTECIPAR


in http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=procrastina%C3%A7%C3%A3o

Costumo fazer listas de assuntos pendentes a tratar, e adoro quando começo a varrer "feitos" à frente de cada um dos itens. Mas há sempre alguns que embora possam ser prioridades vamos procrastinando na esperança de que se resolva por si. Como se um email ou uma carta nos correios se resolvessem auto-enviar. 

Tudo está certo, mas cada acção ou falta de acção gera um resultado ou falta dele. É simples e muito claro. Tudo o que fazemos e a maneira como o fazemos gera um resultado. (Bendita lei do karma)

O facto de não fazermos provoca em nós um peso de preocupação e um sentimento de tarefa por completar. Que parvoice viver assim! Parece que temos receio de não haver mais nada para fazer, como se fossemos pessoas de maior ou menor sucesso pela quantidade de de assuntos pendentes que temos. 
Amigos a vida é para viver sem pesos, despachemos o que temos a completar. Tá a andar. E não vale dizer que não há tempo para fazer isto ou aquilo, porque há. É uma questão de querer e fazer.

Assim a minha proposta de hoje é finalizar aquele assunto pendente que nos persegue há uns tempos. Assim que começarem numa as outras vêm tipo bola de neve e a listinha fica cheia de "feitos" pelo menos por hoje. Amanhã há mais. Life´s good. 


Namasté


PS: Deixem ir o procrastinador que vive aí dentro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Autoestrada para a alegria



Uma das maiores ilusões que vivemos é de que estamos sozinhos. Normalmente e quando nos sentimos mais cansados ou deprimidos esse é o sentimento de base, a solidão ou o medo da solidão. Como se estivéssemos isolados num quarto escuro. Essa é uma das grandes ilusões. Nenhum de nós está só. Mesmo que não haja uma alma gémea de momento para partilhar o sofá nas noites frias, todos nós fazemos parte de uma comunidade ou de várias sub-comunidades.

Por exemplo, a comunidade do ou dos locais onde trabalhamos, a nossa família, os diferentes grupos de amigos, a comunidade do local onde vamos beber um café ou mesmo a comunidade de pessoas com quem nos cruzamos todos os dias.

Hoje estou especialmente agradecida por todos estes grupos de pessoas que fazem parte da minha vida, é certo que há algumas mais significativas do que outras, mas poder ir passear a minha Shanti e dizer bom dia a todos aqueles que enfrentam o frio da manhã e com um sorriso enorme me respondem de volta, é uma sorte e acima de tudo uma benção.

Poder participar na vida da minha família e dizer-lhes o quanto os amo, poder-lhes dar um abraço e mais beijo só porque sim, é uma benção.

Poder pegar num telefone e dizer o quanto sinto saudades de conversas e presenças é uma benção.

E todos os dias temos esta oportunidade de ver a beleza em todos os que se cruzam connosco, de fazer diferente e fazer melhor, de nos preocuparmos com o outro e de ajudar a quem nos pede ajuda.

A gratidão é autoestrada certa para aquela alegria que queremos que nos preencha todos os dias.

E vermos o mundo com outros olhos é uma forma de conhecimento, plenitude e até há quem lhe chame iluminação!

Namasté
Love you  all

PS: E se mesmo assim precisarem de mais alguma coisa para vos relembrar vejam ou revejam o documentário HOME no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU&wide=1

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Criar raizes ou Deixar ir



Perceber qual é o momento para se deixar de lutar, ou abandonar uma prática não é fácil. Será que é agora? Será que ainda tenho mais alguma coisa dentro de mim que me diz que tenho de dar mais? Como é que percebemos essa diferença?

Um exemplo prático, no início quando comecei a meditar havia dias que não me apetecia, que a minha mente punha obstáculos e arranjava todas as desculpas para não ter de mergulhar na ansiedade de parar e permanecer parada (entenda-se fisicamente). Mas sabia que sempre que ia fundo nessa ansiedade, conseguia emergir do outro lado tranquila e no meu centro. Aí se tivesse ouvido a minha mente dizer-me para não o fazer, ao ponto de me criar um mini aperto no coração, não tinha conseguido ultrapassar uma série de barreiras e camadas que eu desconhecia em mim. Neste caso, ainda bem que me contrariei.

Então e quando nos contrariamos para fazer algo que não queremos, porque "tem de ser"?

Acho que as perguntas que pode fazer-nos nestes casos são: "Isto é para o meu bem maior"?, "Há algum objectivo que eu queira atingir que seja para uma maior aprendizagem e consciência de mim"?, então força continuem e "lutem" por essa consciência e conhecimento. Levantem-se da cama quando não apetece, dêem mais aquele "bocadinho assim", e aposto que no final da vida quando olharmos para trás vai ter valido a pena. Afinal foi feito por amor! Se não for, tá na hora de deixar ir...

Namasté


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aceitar o Outono cá dentro

Épocas de transição nunca são fáceis e quando falamos de passar do Verão para o Outono ainda pior. É como se o Outono fosse a época aberta para a depressão. Pois bem meus amigos, se quiserem que assim seja, então assim será. 

Na nossa mente sempre associámos as Estações (ou pelo menos grande parte de nós) a emoções de alegria ou tristeza, a julgamentos de bom ou mau. No Verão podemos vir para fora, andar com pouca roupa, sem preocupações, são as férias, é a liberdade total. No Outono começam aparentemente as limitações no exterior, vem o frio, vem a chuva, mas também vem o cheiro a castanhas na rua, o conforto do cachecol, o voltar a casa. É altura de voltar a casa. 

Podemos entendê-lo só no sentido físico, mas acima de tudo o Outono é parte fundamental do ciclo de criação e destruição que acontece sempre, todos os anos e a cada respiração.
O Outono é mais uma oportunidade de aprofundar a meditação, olhar mais para dentro e colher os frutos daquilo que plantámos no inicio do ano. 

Se se sentirem com mais vontade de dormir, durmam, se o pico de energia já não estiver lá em cima desde as 7 da manhã... azar. Aceitemos as estações do ano como parte normal e maravilhosa do ciclo da nossa natureza e vamos celebrar esses ciclos. 

Vamos dar uma volta e ver as cores mais bonitas do ano, vamos aproveitar para beber o chá e ler o livro que não deu para ler na praia, vamos pisar folhas secas caídas das árvores e ouvir aquele som de Outono, vamos tirar os casacos de malha do armário e aproveitar cada momento, porque tudo passa rápido demais e aposto convosco que entretanto chega Agosto.

Namasté

PS: Esta foto foi tirada no Parque das Caldas a semana passada, se puderem vão lá porque as cores estão incriveis. Aproveitem para ouvir o pisar das folhas...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Paz paz paz




Hoje dia 21 de Setembro é o dia Mundial da Paz. E correndo o risco de soar candidata a Miss Portugal o meu sonho é mesmo que haja Paz no mundo.

Muitos de nós não conhecemos essa Paz, vamos tendo rasgos ocasionais que acontecem esporadicamente quando fazemos algo que gostamos. Sabemos que falta alguma coisa, só não sabemos o quê. E podemos passar uma vida (ou mais) à procura disso lá fora, nos bens materiais ou nas relações com as pessoas.

Quando encontrei a prática de Yoga, e a Meditação foi-se dando uma transformação que ainda hoje está em andamento. Podemos não viver sempre em Paz, mas pelo menos que saibamos lá ir dar.

De acordo com o Vedanta temos "camadas" (Koshas) a trabalhar em nós para chegarmos ao centro ou ao contentamento:

Anatómica - Anamaya Kosha 
Fisiológica  - Pranamaya Kosha, que inclui os nossos sistemas respiratório, circulatório, reprodutor, etc
Psicológica - Manomaya Kosha, o reino do sentir
Intelectual - Vijñanamaya Kosha, que inclui a razão e o julgamento
Contentamento - Anandamaya Kosha, que corresponde ao estado acordado, de consciência daquilo que somos (samadhi)

E o caminho é para dentro. É um caminho de auto descoberta, de conhecer quem realmente somos, de aceitação das partes menos boas, e é aceitar que muitas vezes nos iludimos em relação a quem somos.
É um trabalho exigente que pode gerar birras, mau humor, negação, mas depois gera também a consciência e a plenitude. Daí valer a pena cada olhar para dentro, cada camada que vamos atravessando até chegarmos ao centro.

E na prática? A prática de Yoga permite-nos trabalhar tudo isto: Anatómico, Fisiológico, Psicológico, Intelectual e o Samadhi. Durante uma prática completa, Ásana e Pranayama (Posturas Fisicas e Respiração consciente), Concentração e Meditação fazem-nos chegar lá. Mesmo que sejam só com algumas luzes inicialmente, mesmo que seja aos poucos, e um bocadinho de cada vez.

Mas com mais ou menos caos, mais ou menos paz, vale a pena cada tentativa e cada momento de Centro e de Consciência.

Hoje pare dois minutos e medite, ou reze ou peça pela sua paz. O resto vem da transformação que ocorre a partir de dentro

Om Shanti, shanti shantii

Love you all

PS: Desculpem as faltas na escrita em sânscrito, mas tentei com a minha melhor intenção passar para a grafia portuguesa e fonia sancrita. Mais sobre o assunto em: http://en.wikipedia.org/wiki/Sanskrit#Writing_system

PSS: Informação retirada do livro Light on Pranayama, BKS Iyengar

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Portugal: uma visão cientifica e em consciência


Para as mentes que foram educadas no processo cientifico e que só vão lá com a lógica da ciência, há alguns conceitos difíceis de abarcar. Eu sou na minha essência assim, só acredito se passo por elas.
E embora seja sempre avessa a sensacionalismos do telejornais e outros meios de controlo de massas, vivo neste mundo portanto sou afectada pelo que se passa nele. Para mim e segundo aquilo que experiencio a prática de yoga ou de meditação é para me "ligar" e para aprender o que vim cá aprender. Só nessa aceitação e nessa consciência a minha vida faz sentido (o que não tem de ser verdade para todos).

Estes últimos dias têm sido um acordar para muitos, finalmente percebemos que há algo de fundo que tem de mudar no nosso país. Parece-me que é a consciência colectiva a invadir o país, mas se quisermos ser mais pragmáticos, chamemos-lhe a revolta.

Aqui há muitos anos esbarrei com um livro que me fez todo o sentido porque é escrito por um daqueles senhores doutores à séria, cheios de PhD e titulos afins que através de um processo cientifico explica o inexplicável para quem escolhe viver desligado.
Ele é professor na Universidade de Stanford e dedicou a sua vida ao estudo da estrutura da matéria, e uma das conclusões que ele chegou é que há uma série de energias subtis que formam e moldam a realidade. Uma das conclusões a que chegou foi que os sítios que habitamos e onde estamos adquirem a nossa energia segundo a intenção que lhe damos (todo o processo e modelo cientifico em Science and Human Transformation, William A. Tiller, Phd), só assim se explica a sensação de paz quando entramos num local sagrado, ou a sensação de pavor que sentimos noutros locais (já se sentiram com vontade de fugir de casa de alguém porque o ambiente era muito pesado? e até nem era das pessoas naquele momento?).

O que ele tenta provar no trabalho de uma vida inteira é que há uma consciência colectiva e que bastam alguns para mudar e estabilizar a energia num dado nível. Se muitos mantivermos a intenção em algo, essa intenção materializa-se devido à energia do grupo. E até afecta a intenção de pessoas que não tinham essa visão. Também é verdade para seres individuais, vulgo pessoas. Por exemplo se quisermos mudar o rumo de algo, primeiro temos de acreditar que pode ser mudado. Depois agimos de acordo com essa crença. Materializamos aquilo que pensamos.

Tem sido inspirador ver que já passámos à segunda fase, agora agimos de acordo com essa crença... Mas de nada vale ficarmos revoltados com o governo e depois fazermos o mesmo. A mudança tem de partir de nós...

 Podemos exigir honestidade e transparência aos outros? Claro que podemos... Mas para isso temos de estar dispostos a viver em honestidade e transparência na nossa vida.
 Se tiverem mais um cêntimo de troco devolvem-no?
 Alguma vez manobraram o sistema em proveito próprio (e no fim ainda disseram se não fosse eu era outro)? Acho que todos nós já o fizemos senão não estaríamos onde estamos como Nação.

Olhemos todos para dentro e desculpem-me os perfeitos que já o fazem sempre, mas a pergunta é: em que é que eu não estou a ser honesta e transparente na minha vida?

À medida que cada um de nós for criando em si esta honestidade e transparência, o paradigma do país muda... É ciência e matemática da mais pura e lógica

Que a consciência seja o nosso motor de mudança

Namasté

Love you all


PS: Tiller, William A., Science and Human Transformation: Subtle Energies, Intentionality and Consciousness, Editora Pavior
  http://www.amazon.com/Science-Human-Transformation-Intentionality-Consciousness/dp/0964263742

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pranayama... Quê?

A primeira vez que um professor de yoga me disse para inspirar ou expirar a fazer o que quer que fosse, deu-me vontade de lhe perguntar: "Mas acha mesmo que eu não sei respirar?" e a resposta tantos anos depois é óbvia, claro que não sabia.

Não sabia que a respiração me ajudaria a regular a mente, o sistema nervoso e o prana (energia vital). Não sabia que pode ser usada como forma de equilibrar diariamente o meu corpo, ou em modo SOS de ansiedade. Não sabia que me ajudaria a eliminar o caos mental diário e que me ajudaria a aprender a concentrar num só pensamento de cada vez e durante algum período de tempo. Não sabia que me ajudaria a lidar com tantas coisas posteriormente na minha vida.

 Mas como boa "chica-esperta" que sou, tinha a mania que sabia. Se todos soubéssemos dos obstáculos que saem da nossa vida assim que eliminamos o "chico-espertismo", o mundo já era outro.

Assim quando estiverem numa aula e o professor começar com Pranayama (os ditos exercicios de controlo consciente da respiração) experimentem fazê-los a 100%. E depois digam-me o que acharam.

Há vários tipos diferentes de pranayamas: para "acordar", para equilibrar, para acalmar, e acima de tudo para enchermos de prana (energia vital) o nosso corpo. Devemos fazê-los com a ajuda de um professor qualificado e experiente que nos possa guiar, de modo a que o processo ser fácil e tranquilo. Acreditem que não querem mega dose de prana sem estarem preparados para isso.

                                                
Para começar podem começar com a respiração diafragmática, usando toda a vossa capacidade pulmonar, oxigenando assim o vosso corpo da maneira plena que ele merece.


- Quando inspiramos, o diafragma desloca-se para baixo, ficando quase plano (diminuindo
a pressão do ar nos pulmões e puxando o ar para dentro) e o abdómen desloca-se para fora
- Quando expiramos, o diafragma desloca-se para cima, ficando semelhante a um cone
(aumentando a pressão do ar nos pulmões e empurrando o ar para fora), e o abdómen
desloca-se para dentro


Experimentem fazê-lo de forma consciente, mantendo toda a vossa atenção no processo da respiração. Cinco minutos por dia ou quando sentirem que é altura de voltar à base e de acalmar.

"PRACCHARDANA VIDHARANABHYAM VA PRANASYA"
"A calma é obtida através do controlo da expiração ou da retenção da respiração"  Yoga Sutra 1.38


Acima de tudo pratiquem a consciência
Love you all


Mafalda Sousa

PS: Pranayama - controlo do movimento do prana (através da nossa respiração)

PSS: Recomendo este livro: Light on Pranayama do BKS Iyengar. Podem encontrar também a versão em português, "Luz sobre o Pranayama". 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Limãozinho do bom!

Tapetes de Yoga lavadinhos e a cheirar bem levam à iluminação?

Acho que o caminho não tem de ser necessariamente por aí mas aqui vai um post com uma dica prática acerca da lavagem dos nossos amigos que diariamente são espezinhados e que tantas vezes nos amparam as quedas e testemunham grandes momentos de auto-conhecimento



1- Pôr o tapete na banheira

2- Esfregar e passar dos dois lados do tapete com metades de limão. Espremer o sumo e aproveitar a casca e polpa como esfregão.

3- Passar por água

4- Deixar a secar envolto num pano ao sol ou à sem pano mas à sombra. O importante é não os deixar apanhar luz solar directa para não estragar o material

Só o utilizo em tapetes de plástico, sejam dos eco mats ou daqueles mais normais e comerciais. Quando têm aquele género de tecido por cima, não sei que nunca experimentei. Mas o que seria da nossa vida sem um pouco de loucura e risco de quando em vez?



Podem também adicionar um bocadinho de bicarbonato de sódio que fica ainda melhor!

Namasté e boa prática