Translate

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Anjo ou Mafarrico?



Esta é umas das minhas imagens preferidas.  Quem é que eu alimento hoje?


Pensemos no anjo como a libertação do sofrimento, e no mafarrico como pensamentos que nos trazem sofrimento. Escolhemos o que queremos alimentar. Isto é fácil de dizer, mas quando estamos num daqueles loops mentais em que nem os anjinhos entram, então fazê-lo não é nada fácil.

Estes loops vêm por vagas, há dias em que são mais fortes e nos apetece recorrer à violência e volto a recordar que para a nossa mente é indiferente se estamos a passar pela situação ao não, desde que a estejamos a viver, para a mente é real.

Então a pergunta é: Como é que eu posso lidar com isto?  Como é que voltamos à paz? Como é que o conflito interno passa, quando parece que vai durar para sempre?

1- Tudo passa. Acreditem que o que parece não ter solução ou fim, também passa. Só o facto de nos relembrarmos disso faz com que amenize um bocadinho mais.

2- Alimentem o anjinho do ombro. Vão fazer o que vos faz bem a longo prazo e não necessariamente o que vos faz sentir bem no momento.

3- Gastem essa energia a fazer algo criativo, ou até quem sabe um mergulho no mar. Ouvi dizer que cura tudo.

Quem escolhe o que vive aí dentro em permanência, não é a mente és tu. Quem tem a força, e a capacidade de escolher és tu.
 E quando as vagas menos positivas vierem faz como no verão: respira bem fundo, mergulha e emerge com aquela leveza e confiança de quem conseguiu ultrapassar mais esta.

"VITARKA BADHANE PRATIPAKHSA BHAVANAM"- Yoga Sutra 2.33
Quando perturbada por pensamentos negativos, devemos pensar em pensamentos opostos (positivos). Isto é pratipaksha bhavana.

Love you

Mafalda Sousa

PS: Este post é para o meu avô, que sabe-se lá porquê sempre me chamou de mafarrica. Love you

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Procrastinar



procrastinar
(latim procrastino, -are
Deixar para depois. = ADIAR, POSTERGAR, PROTRAIR ≠ ANTECIPAR


in http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=procrastina%C3%A7%C3%A3o

Costumo fazer listas de assuntos pendentes a tratar, e adoro quando começo a varrer "feitos" à frente de cada um dos itens. Mas há sempre alguns que embora possam ser prioridades vamos procrastinando na esperança de que se resolva por si. Como se um email ou uma carta nos correios se resolvessem auto-enviar. 

Tudo está certo, mas cada acção ou falta de acção gera um resultado ou falta dele. É simples e muito claro. Tudo o que fazemos e a maneira como o fazemos gera um resultado. (Bendita lei do karma)

O facto de não fazermos provoca em nós um peso de preocupação e um sentimento de tarefa por completar. Que parvoice viver assim! Parece que temos receio de não haver mais nada para fazer, como se fossemos pessoas de maior ou menor sucesso pela quantidade de de assuntos pendentes que temos. 
Amigos a vida é para viver sem pesos, despachemos o que temos a completar. Tá a andar. E não vale dizer que não há tempo para fazer isto ou aquilo, porque há. É uma questão de querer e fazer.

Assim a minha proposta de hoje é finalizar aquele assunto pendente que nos persegue há uns tempos. Assim que começarem numa as outras vêm tipo bola de neve e a listinha fica cheia de "feitos" pelo menos por hoje. Amanhã há mais. Life´s good. 


Namasté


PS: Deixem ir o procrastinador que vive aí dentro.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Missão Impossível



Lembram-se da Missão Impossível, sempre que recebiam uma missão aparecia no final "This message will self destruct in 5 seconds". Esta mensagem vai-se auto-destruir em 5 segundos.

E quando levamos com casquinhas de banana na vida? Quando nos aparecem as missões impossíveis do dia-a-dia?

 Durante a maior parte das nossas vidas entramos em modo auto-destrutivo com todo o género de desculpas. Frustados? Bebemos para esquecer. Tristes ou ansiosos? Comer ou deixar de comer? Em faltas emocionais? Chocolatinhos e muito açucar para as endorfinas voltarem por um instante.
E assim vamos vivendo a nossa vida. E acreditem que eu sou a última pessoa que pode julgar alguém nesta e nas outras matérias, fi-lo durante anos e libertar do padrão não é nada fácil.

Álcool, Drogas, Comida, Relacionamentos manhosos, tudo é desculpa para não enfrentarmos a dor e para a mascararmos. Não digo com isto que se apetecer beber um copo de vinho ou comer um chocolate ou qualquer um desses acima mencionados é errado ou pecado. Nada disso!

Só temos de ter consciência se o estamos a fazer porque realmente queremos ou se é para mascararmos algum sintoma emocional.

E essa espiral descendente de não querermos lidar com as emoções leva-nos ainda mais fundo e no fim de contas temos de lidar com elas na mesma.
Demorei anos para perceber esta e muitas vezes ainda caio em meia armadilha.

Assim se a vida vos trata mal, tratem-se bem! Quando as coisas correm mal, é mais uma razão para praticar mais yoga, meditar mais e estar com quem nos ajuda verdadeiramente a lidar com as situações. Se nos tratamos mal, como é que podemos esperar que a vida ou os outros nos tratem bem?


Vão correr, passear na praia, tomar um banho de espuma, ler um livro com conteúdo, aprender com alguém, vão a uma aula de yoga, pratiquem o processo consciente e quando estiverem no vosso centro as coisas adquirem uma outra qualidade. Aí percebemos que tudo está perfeitamente bem.

A diferença entre a opção auto-destrutiva e a consciente, não é muita porque no final só ficaremos bem quando estivermos em consciência de quem somos, sabendo que também isto vai passar.


Love you all

Namasté 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Tudo está bem!

As aprendizagens fazem-se por vagas. Vem uma onda e aprendemos, vem outra e aprofundamos até que o conhecimento faça parte integrante do que nós somos (há quem diga que já faz, mas vamos por partes).


Das coisas que eu mais amo na minha vida é a prática de Yoga, passados todos estes anos continuo a aprender. 

Cada vez que achamos que dominamos alguma coisa ásana (posturas físicas), pranayama (respiração), concentração (dharana) e até a meditação, descobrimos mais alguma coisa para aprender. Neste caso o Vedanta, ou o canto védico ou até alguns textos atribuídos a grandes professores. Há sempre mais algum mundo para descobrir na prática. 

Tal como na nossa vida não é? Há sempre mais alguma coisa que queremos, ou são as coisas materiais, ou são as experiências de vida que queremos acumular, ou são os ensinamentos, ou é o facto de acharmos que: "Quando eu conseguir aquilo, ou fazer aquilo ou estar com aquela pessoa, aí é que eu vou ter tudo para ser feliz e plena". 

É óptimo querermos tudo isso, mas aqui só temos de ter consciência de que não precisamos disso. Aliás, para os que como eu são mais limitados, precisamos de passar por elas para percebermos que também não é isso. 

Não vão ser as viagens, não vai ser uma relação, nem sequer aquilo que eu faço todos os dias, a única coisa que nos completa é saber que já somos completos, e a partir daí e com essa consciência vivemos a nossa vida de forma mais plena, viajamos e relacionamo-nos mas a partir do nosso centro. Com as normais expectativas e com a consciência de que já somos tudo aquilo que precisamos.

Tudo está bem exactamente como está!

Obrigado a todos o que me fazem viver isto todos os dias!!!

Namasté e um óptimo 2013

PS: E que nos possamos sempre lembrar disto...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Autoestrada para a alegria



Uma das maiores ilusões que vivemos é de que estamos sozinhos. Normalmente e quando nos sentimos mais cansados ou deprimidos esse é o sentimento de base, a solidão ou o medo da solidão. Como se estivéssemos isolados num quarto escuro. Essa é uma das grandes ilusões. Nenhum de nós está só. Mesmo que não haja uma alma gémea de momento para partilhar o sofá nas noites frias, todos nós fazemos parte de uma comunidade ou de várias sub-comunidades.

Por exemplo, a comunidade do ou dos locais onde trabalhamos, a nossa família, os diferentes grupos de amigos, a comunidade do local onde vamos beber um café ou mesmo a comunidade de pessoas com quem nos cruzamos todos os dias.

Hoje estou especialmente agradecida por todos estes grupos de pessoas que fazem parte da minha vida, é certo que há algumas mais significativas do que outras, mas poder ir passear a minha Shanti e dizer bom dia a todos aqueles que enfrentam o frio da manhã e com um sorriso enorme me respondem de volta, é uma sorte e acima de tudo uma benção.

Poder participar na vida da minha família e dizer-lhes o quanto os amo, poder-lhes dar um abraço e mais beijo só porque sim, é uma benção.

Poder pegar num telefone e dizer o quanto sinto saudades de conversas e presenças é uma benção.

E todos os dias temos esta oportunidade de ver a beleza em todos os que se cruzam connosco, de fazer diferente e fazer melhor, de nos preocuparmos com o outro e de ajudar a quem nos pede ajuda.

A gratidão é autoestrada certa para aquela alegria que queremos que nos preencha todos os dias.

E vermos o mundo com outros olhos é uma forma de conhecimento, plenitude e até há quem lhe chame iluminação!

Namasté
Love you  all

PS: E se mesmo assim precisarem de mais alguma coisa para vos relembrar vejam ou revejam o documentário HOME no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU&wide=1