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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Volto a insistir: Ahimsa

Voltemos ao básico Ahimsa. Não violência

Não violência no que dizemos, no que fazemos.

Tanta coisa não aconteceria se ahimsa fosse o principio básico de todos. 
Como se podem dizer religiosos se ferem, batem ou matam? 
Incrivel como o espirito de grupo tolda as ideias de todos e passam a deixar de pensar por si.

Provavelmente já todos ouvimos que violência gera violência, alguém tem de acabar este ciclo.

A única sugestão possivel é que cada um de nós termine com esse ciclo. Este é o único caminho para que cada um encontre a sua própria paz.

Voltemos sempre ao básico e a cada momento pratiquemos ahimsa. 


Bom fim de semana

PS: Embora já tenhamos falado sobre este tema, nada me parece tão actual como Ahimsa.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Aliens vs nós próprios

O que é que mudou?

Há momentos em que temos pequenos aliens a crescer cá dentro. Como qualquer boa invasão alienígena a raiva chega e toma conta de tudo. Deixamos de raciocinar e cegamos. Dizemos o que não devemos e muitas vezes até o que não queremos.

"Fogo, logo agora que achava que isto já estava resolvido". Depois vem a culpa (pelo menos em mim vem). Vêm as questões: "Agora que sou mais velha e sábia isto não deveria de ter já passado?" ou "Mas com tanto auto-estudo e meditação o alien não deveria ter ido azucrinar para outro lado?"

Parece que não, parece que faz e vai sempre fazer parte da nossa condição de seres humanos. Na realidade o que todos queremos é ser felizes, e libertarmo-nos de qualquer forma de sofrimento. Mas com tanta gente diferente neste mundo as felicidades de uns e outros podem chocar e causar sofrimento. Só isso. Um entendimento simples e que pelo menos envia a minha "criatura" para o seu lugar: bem longe daqui. Pode ser que funcione para mais alguém

O que é que mudou?

O entendimento deste processo, passamos a entender e a lidar com "aquilo" mais rápido. Vamos aprendendo a não guardar, não fugir daquilo que tem de ser enfrentado (entenda-se nós próprios) e fazer com que estes sentimentos se transformem em compreensão e a paz volte a reinar cá dentro.


Love you

Mafalda

terça-feira, 16 de abril de 2013

Único e incomparável



Quem pratica yoga sabe que houve sempre uma vez (ou se calhar todas) onde tivemos tendência a olhar para o tapete do lado e ficarmos ou maravilhados ou estarrecidos com o vizinho do lado. Ou é muito melhor que nós ou não consegue fazer o que nós acabámos de fazer. Disto é que o Ego gosta. As comparações ajudam praticamente nada à nossa vida.




Primeiro, o corpo de um não tem nada a haver com o corpo de outro. Factores como a idade, a genética, o género, a força ou a flexibilidade fazem de nós seres humanos diferentes e essa diferença é para ser celebrada.

Segundo, a prática de yoga não é um exercício físico para chegar com as mãos a lado nenhum, é sim uma maneira de mantermos o corpo saudável (caso nunca tenham reparado as lesões não ajudam o corpo a ficar mais saudável, embora possam ajudar como aprendizagem futura), a mente focada e serve acima de tudo como laboratório de experiências para o nosso dia a dia.

Terceiro, a prática é para nos observarmos, tal como a nossa vida é para sermos nós a viver.

Passarmos a vida em comparações absurdas só nos vai fazer distrair e afastar daquilo que é o nosso caminho. Não somos mais, nem menos do que ninguém, somos todos diferentes nos gostos, nas aversões, e cada um de nós é único e incomparável. 

Único e incomparável.


Namasté

Mafalda Sousa


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Everywhere she looked...



Ontem fui abençoada com uma ida à praia, ontem estava bom tempo e o sol brilhava no mar tipo prata. Lindo de morrer. Ontem apercebi-me mais uma vez da sorte que tenho.

Quando tudo é bonito e o dia é perfeito, torna-se mais fácil sentirmos que fazemos parte do todo, e cresce em nós aquela sensação de gratidão por podermos viver com esse conhecimento.

O desafio é também entendermos que quando chove continuamos a ser um. Que na realidade nunca estamos nem sozinhos, nem isolados. Que se chove, a água vem em abundância, e com a água vem sempre vida e movimento.

Da ilusão de solidão nasce tanta acção que sem ser certa ou errada, vai gerar um qualquer resultado que achamos aleatório ou até punitivo.

Quando as acções que fazemos partem do conhecimento de que tudo é um, e que estamos cá todos para o mesmo, então o resultado de cada acção é uma benção, esteja ou não de acordo com as nossas expectativas.

Assim viver nesta apreciação, gratidão e consciência torna-se uma escolha que fazemos a cada momento. Faça chuva ou faça sol, a escolha é sempre nossa. E que melhor maneira de nos lembrarmos disto do que pôr o pé na natureza?

Mergulhem, passeiem, cheirem uma flor, o que quer que vos volte a relembrar que estamos cheios de vida e somos todos parte do mesmo.



Namasté

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Senso comum


Há leis que embora não nos sejam impostas, todos nós partilhamos e queremos viver a todo o momento.

A mais básica de todas é a lei do "eu não quero sofrer".

Enquanto humanidade partilhamos esta premissa, não nos é imposta e não é nada que a nossa mãe tenha de nos ensinar. Muitas vezes aprendemos é da pior maneira.

Mas se enquanto crianças nos dizem que o fogo queima e magoa e mesmo assim vamos lá pôr a mão, temos um resultado da acção óbvio, queimamo-nos. Aposto que não vamos querer voltar a fazê-lo porque sofrimento não é coisa agradável. A não ser que nos esqueçamos do resultado (às vezes somos menos inteligentes do que deveríamos) e pumba, fazemos outra vez e surpresa das surpresas o resultado é o mesmo: queimamo-nos e magoa. (parece que com a idade vamos esquecendo mais facilmente estes ensinamentos básicos, ou não)

Em Sânscrito este valor básico é chamado de Ahimsa, ou a não-violência. Ahimsa é válido para aquilo que fazemos, para a maneira como falamos e até para aquilo que pensamos.
Por exemplo: durante a prática de yoga, estamos naquele momento em que achamos que podemos ir mais meio milimetro embora já estejamos a suar em bica de dor, isso é violência para connosco.
Outro exemplo: entalamos inadvertidamente o dedo na porta e o que sai? "Ca estúpida, como é que eu fiz isto?" (é também de senso comum que quando nos magoamos ou exaltamos comemos letras às palavras e "que" passa a "Ca").
Falar agressivamente connosco ou com os outros é violência, o auto-julgamento é outra forma de violência simplesmente porque nos causa sofrimento.

Então ahimsa é essa não violência em tudo o que fazemos e dizemos para os outros ou para nós. Requer uma mente consciente e em constante observação porque de inicio é um hábito que está instalado, mas aos poucos (que pode demorar momentos, uns aninhos ou até umas vidas) vamo-nos libertando e cada acção passa a ser um exercício de respeito por nós e como consequência natural uma vivência de respeito também pelos outros.

Em vez de olharmos e apontarmos o dedo porque nos magoaram, se calhar é mais proveitoso olharmos para dentro e percebermos onde é que não estamos em Ahimsa, e como o podemos fazer, porque afinal os outros e as atitudes dos outros estão fora do nosso controlo e essas não dão mesmo para mudar. (O tema da aceitação dará mais uns km de texto num próximo episódio ou revejam um dos posts anteriores acerca da aceitação)

Assim, a pergunta é só esta: aquilo que eu estou a fazer ou prestes a fazer vai-me causar sofrimento a mim ou a mais alguém?

Se é tão simples para quê complicar? Seja fisico, seja emocional, seja mental, viver em Ahimsa.

Namasté
Esta foi tirada ontem no Parque nas Caldas da Rainha. Primavera  no seu melhor

Love you all
Peace

PS: Muitas vezes e sem querermos causamos sofrimento aos outros, peço desde já desculpa a quem o fiz. Que tenha o discernimento e conhecimento necessários para viver de acordo com o dharma