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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ah.. Então é por isso!

Como boa mente inquieta e inquisitória que tenho, passei algum tempo a perguntar-me o porquê de fazer meditação e yoga. Se a minha personalidade continua cá (e ainda bem), se continuo a ter momentos em que ponho tudo em causa, por que RAIO é que continuo a praticar?

Pois é, estes momentos são reais e ainda bem que existem...

E como para cada pergunta, existe uma resposta, eu também tive a minha. Bastou ouvir

Num destes fins-de-semana, aconteceram uma série de contratempos daqueles que tiram a paz a qualquer santo. Em 48h tive direito a carro multado e em cima do reboque pronto a sair, no meio de uma cidade que não é a minha e a horas menos próprias, falha do GPS numa altura bem crucial. No dia seguinte: carro sem bateria e atrasada para o meu curso maravilhoso. Para terminar a cereja no topo do bolo: a polícia a mandar-me parar por razões com muita culpa minha.

Uma série de mini desafios que me responderam à pergunta que me andava a martelar a cabeça: tudo passou. Depois de passar por cada uma delas deu para desligar automaticamente e dormir um sono descansado ou aproveitar o maravilhoso dia de sol enquanto esperava pelos cabos para regarregar a bateria, ou até pelo maravilhoso presente de Natal que tive do simpático senhor Polícia que me deixou passar aquela infracção.

Ah... Então é por isso! Porque há sempre um lado bom no meio de todas as adversidades, porque tudo está na mais perfeita ordem, mesmo que não seja como eu quero e porque tudo passa e a mente deixa de me levar em espirais negativistas.

Ah... Então é por isso! Deixar de ser escravo da mente é a solução! Conhecer a nossa verdadeira natureza dá trabalho, exige observação e auto-análise constantes, mas no fim compensa cada momento de dedicação à prática.

Agora entendo e agradeço por esta explicação tão boa que me foi dada. Basta ouvir

Love you

PS: E um obrigada ao Ganesha que vai ajundando a superar estes obstáculos sejam eles maiores ou pequeninos como estes.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Já temos tudo

Uma vida estagnada, vivido em modo de sobrevivência, para pagar contas e ver televisão não deve ser nada fácil (também conhecida como o modo zombie)... Tenho a "sorte" de não ter de viver a vida assim...

Achamos que viver com entusiasmo e motivação só funciona com desafios novos, com a exploração de conceitos que estão fora da nossa zona de conforto, e com novas visões do mundo.

Quando as fazemos todas percebemos que são limitadas. Que o bem estar que nos trazem acaba e lá vamos nós buscar outra.

Para quem tem esta inquietude na alma aqui vão algumas ideias limitadas e uma última para as equilibrar

1- Ler


Insere-se na categoria das novas visões do mundo. Transporta-nos para uma realidade diferente da nossa e pode muito bem mudar a nossa realidade com a aprendizagem que quisermos retirar dessas leituras

2- Viajar


Aqui não temos de ter fundo de maneio para ir até ao outro lado do mundo. Basta irmos onde nunca fomos, e muitas vezes há sitios bem perto para explorar e ver com novos olhos.

3- Workshops e cursos


Nada mais fácil, há tanta oferta de coisas que podemos fazer. Desde cake design, a tricot, a filosofia ou dança, aulas de música ou karaté, vale tudo quando queremos alimentar a alma com algo novo.

4- Aprender com cada experiência


O nosso dia-a-dia é cheio de desafios e temos até a escolha de os transformar em aprendizagens. Essa é A forma de evoluir, aprender a cada momento como melhorar com aquilo que a vida nos oferece.



5- Não precisas de nenhuma das anteriores


Todas estas "experiências" são óptimas, mas convém termos o verdadeiro conhecimento porque nada disto nos vai satisfazer de forma permanente se não soubermos o verdadeiro segredo da questão: Já somos completos e tudo aquilo que precisamos de ser. Nunca vai haver experiência ou pessoa que nos possa completar de forma permanente, porque já somos tudo o que precisamos de ser.

Com este conhecimento podemos ler, viajar, e aprender de forma completa e aí vivemos realmente de forma plena e em consciência


A solução é aprender

E rir... MUITO

Love you

Mafalda


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Julgamentos e afins



Este fim de semana fui fazer um workshop com uma daquelas professoras rock star. Estava em modo excitamento por poder aprender algumas posturas mais "avançadas" e por levar um banhinho de ar fresco na cabeça.


E lá cheguei eu, bem antes da hora e coloquei o tapete na sala no sitio que me parecia perfeito e sentei-me. E olhei à minha volta... E comecei a passar-me... Todos os que iam chegando tinham as calças de última geração e nada baratas do yoga (lululemons e afins), berrinhos histéricos de contentamento e começo a ver a minha vida a andar para trás.

O alien começa a tomar conta e lá estou eu a coçar a cara, irritada comigo por estar naquele lugar onde a marca das calças era rainha e os Egos corriam soltos e livres em vez dos valores que eu tanto ando a tentar praticar...


E pronto! Aquela Mafalda que eu gosto pouco estava completamente à solta (faz-me sempre lembrar os filmes sobre os liceus americanos, com o pessoal cool e os nerds)...
A insatisfação a aumentar, a irritação a subir à cabeça, e a pergunta do costume, o que é que eu estou a fazer aqui? Isto já não tem nada a ver comigo... Aguentar um dia inteiro disto?



E a vozinha lá atrás começou, primeiro quase que não a ouvia, depois não a queria ouvir porque o Ego estava a tomar conta e depois finalmente escolhi ouvir: estás aqui porque uma parte de ti é assim... Estás aqui porque tens alguma coisa a aprender aqui... Estás aqui porque é o sítio certo e a altura certa para estar!

E pronto: o Alien foi à vida dele, desisti de julgar os outros e a maneira como praticam Yoga, virei-me para dentro e foi um dia maravilhoso onde mais uma vez aprendi e estive presente

Melhor é impossivel

Ultrapassamos o julgamento, ultrapassamos o ego, aceitamos as condições actuais e o céu limpa e estamos simplesmente lá

Ouvi dizer que é sempre a aprender! E não é que têm razão?


Love you

Mafalda

PS: Posturas "avançadas" não são aquelas bonitas para as fotos. Basta estarmos de pé com consciência da nossa verdadeira natureza.. Bem mais "avançado" que um Eka Pada Galavasana

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Yoga no tapete e fora

Manter uma prática de yoga diária não é fácil. Exige disciplina e muita determinação. Mas yoga não é só a prática de ásana (posturas fisicas) que fazemos no tapete dentro de uma sala compostinha ou ao ar livre num dia bonito. Aí é a parte fácil.

A prática de yoga extende-se a cada minuto da nossa vida. A não-violência, ou viver em verdade, ou manter a disciplina são valores a viver no dia-a-dia. E aí é que a coisa vai ficando mais dificil (pelo menos falo por mim).

Quanto mais purificamos o corpo e a mente através das nossas acções coerentes, mais clarificamos o caos mental do dia-a-dia. É como se uma neblina se fosse levantado e começamos a ver tudo com mais clareza.



Aí está a verdadeira beleza da prática. A paz chega porque existe esta coerência entre o que pensamos e a maneira como agimos e vivemos.

Assim, quando virem esta falta de coerência em vocês ou nos outros, em vez de julgar entendemos que a única pessoa prejudicada nisto é quem o faz. Assumimos essa responsabilidade e fazemos melhor para a próxima.

No tapete iniciamos a prática de Yoga, na vida temos o desafio extra que precisamos para consolidar essa prática.

Que tenhamos sempre este discernimento a cada momento da nossa vida.

Namasté

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Abandonar ou persistir?

Em situações de conflito não é fácil perceber se é hora de abandonar um projecto (e quem lhe chama projecto pode facilmente chamar-lhe relacionamento ou amizade).

Quando a cabeça está quente e existe um conflito há duas coisas que devemos considerar: o projecto em si e as pessoas que fazem parte dele. O que fazer: fugir porque já não conseguimos mais lidar com alguém com quem simplesmente não ligamos e que nos provoca sofrimento ou levar o "projecto" em frente porque este "detalhe" é menos importante que a causa em si?

Abandonar ou persistir?

Para os teimosos deste mundo, muitas vezes persistimos porque sim e porque não vamos dar o braço a torcer ou porque vamos ganhar este braço de ferro só para provarmos que somos mais fortes. Aí está o Ego! Esse "amigo" que nos tolda a visão e nos leva a tomarmos decisões cegas. Quanto a mim, sei que este "amigo" já me levou a muitos erros.

Abandonar só porque há um obstáculo, ou uma dificuldade também nos turva a visão de quem somos. Permitir que outros nos façam desistir de algo que amamos é uma péssima opção de vida, que nos vai auto-destruindo aos poucos.

Então como é que entendemos esta linha tão ténue entre aquilo que vale a pena levar em frente ou aquilo que está na hora de abandonar?

Primeiro, SLEEP ON IT. A almofada é uma boa conselheira, e irmos a correr fazer queixinhas aos outros acerca dos nossos obstáculos pode ser uma má opção. Em vez disso, digiram as emoções e as situações. Dormimos uma noite (ou duas ou mais) sobre o assunto e deixamos a poeira assentar de maneira a vermos mais claramente a situação.

Segundo, o que é que realmente interessa? Qual o meu objectivo no que estou a fazer? O que me interessa é o projecto em si? Vou permitir que este conflito me afaste deste objectivo? O que faço é de coração?

Terceiro, estamos ou lemos quem nos possa inspirar! Aqui só as palavras sábias do Swami Dayananda me salvaram. "Dar aos outros a liberdade de ser quem são", respeitar que  todos temos histórias diferentes e as decisões que os outros tomam são baseadas nas suas experiências e nós devemos aos outros essa aceitação e esse entendimento. (Até podemos repetir em forma de meditação, eu dou-te a liberdade de seres quem és).  

Avançamos porque o coração é maior que os obstáculos. Abandonamos se o Ego for a razão para avançar.

Quanto às situações de conflito e de perder a cabeça, perdoamo-nos por não nos termos lembrado de dar essa liberdade ao outro. Still working on it!

Namasté

Love you