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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Analisar padrões e a terceira lei de Newton

Tenho a mania de analisar padrões na minha vida. Aliás grande parte do processo de reconhecimento e aprendizagem passa por isto. Acontece uma coisa.. (Pronto aconteceu) Acontece a segunda parecida num curto espaço de tempo... (Espera aí que há algo que eu não estou a ver) Acontece a Terceira (só mesmo se formos muito tapados é que não vemos que há algo a aprender por aqui).

A parte engraçada é que me costumam acontecer em grupos de 3, como se esta inteligência que gere a casa já soubesse: só com uma não vai lá... A mim cheira-me a lei do Karma.

Nestes últimos dias fiquei pendurada algumas vezes. À última da hora cancelaram tudo e mais alguma coisa, ou deixaram-me à espera 2 horas com aquela conversa do: "São só mais 10 minutos".
Escusado será dizer que não gostei. Mas por outro lado deixou-me a pensar: se a lei do karma bate sempre certo, então provavelmente estarei a fazer isto aos outros.

O Karma é a reacção óbvia às nossas acções: não me parece que ande aí um senhor a julgar e a castigar (a que uns chamam Deus, outros Ishvara ou universo).

Assim, a minha intenção para os próximos tempos é esta: cumprir à risca tudo o que me proponho. Não por causa da lei do karma que vem e dá de volta, mas porque não gostei nada de estar neste lado. Não é justo.


 Cumprimos não por medo do que possa acontecer mas por percebermos as consequências das nossas acções.

Terceira Lei de Newton: A toda a acção opõe sempre uma igual reacção

Então se na vida aparecem padrões, observamos e analisamos se em algum momento actuámos de alguma maneira que pudesse provocar esta reacção.

Na volta podemos sempre "culpar" os outros e escolher não aprender nada. É uma escolha

Love you

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ser racional é assim tão mau?

Com todas estas novas tendências "New Age", a disciplina e a mente passaram a ser um bicho a eliminar na nossa vida. Frases como "Segue o coração" e "Tu és luz" começaram a ser difundidas como a única verdade e até parece que os que têm uma personalidade mais racional (como alguém que eu conheço) têm um problema sério a resolver.

Pois bem meus amigos, não há absolutamente nada de errado connosco se achamos isso tudo um bocadinho demais do que a conta. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Se há alguma coisa que tenho vindo a aprender é que todos temos a nossa personalidade e a maneira de reconhecermos a nossa natureza não é só uma.

Para os mais racionais, utilizamos mais a mente. Utilizamo-la para compreender a nossa natureza, para aceitar quem somos. Se a disciplina faz parte de nós então utilizemo-la para experienciar a vida de forma plena e consciente.

Se por outro lado somos mais emocionais, então trabalhamos também para equilibrar esse lado. Demasiada emoção e acima de tudo a identificação permanente com as emoções são uma montanha russa permanente de alegria e sofrimento que também em nada ajudam a viver a realidade e a resolver os obstáculos da vida.

Assim, nem 8 nem 80. A solução está no equilibrio. Na quantidade certa de força e flexibilidade, de seguir o coração e usar a mente, e acima de tudo de sabermos que somos parte do todo mas com os pés na terra.

Temos muito tempo para viver só lá em cima. Aqui temos um corpo, uma mente e uma consciência que são para ser integrados e usados a todo o momento.

Na realidade não há absolutamente nada de errado connosco, o problema é acharmos que há. Mas também só pensando que temos um problema é que tentamos chegar à solução. No meio o conhecimento acontece.

Love you

Mafalda




  

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ah.. Então é por isso!

Como boa mente inquieta e inquisitória que tenho, passei algum tempo a perguntar-me o porquê de fazer meditação e yoga. Se a minha personalidade continua cá (e ainda bem), se continuo a ter momentos em que ponho tudo em causa, por que RAIO é que continuo a praticar?

Pois é, estes momentos são reais e ainda bem que existem...

E como para cada pergunta, existe uma resposta, eu também tive a minha. Bastou ouvir

Num destes fins-de-semana, aconteceram uma série de contratempos daqueles que tiram a paz a qualquer santo. Em 48h tive direito a carro multado e em cima do reboque pronto a sair, no meio de uma cidade que não é a minha e a horas menos próprias, falha do GPS numa altura bem crucial. No dia seguinte: carro sem bateria e atrasada para o meu curso maravilhoso. Para terminar a cereja no topo do bolo: a polícia a mandar-me parar por razões com muita culpa minha.

Uma série de mini desafios que me responderam à pergunta que me andava a martelar a cabeça: tudo passou. Depois de passar por cada uma delas deu para desligar automaticamente e dormir um sono descansado ou aproveitar o maravilhoso dia de sol enquanto esperava pelos cabos para regarregar a bateria, ou até pelo maravilhoso presente de Natal que tive do simpático senhor Polícia que me deixou passar aquela infracção.

Ah... Então é por isso! Porque há sempre um lado bom no meio de todas as adversidades, porque tudo está na mais perfeita ordem, mesmo que não seja como eu quero e porque tudo passa e a mente deixa de me levar em espirais negativistas.

Ah... Então é por isso! Deixar de ser escravo da mente é a solução! Conhecer a nossa verdadeira natureza dá trabalho, exige observação e auto-análise constantes, mas no fim compensa cada momento de dedicação à prática.

Agora entendo e agradeço por esta explicação tão boa que me foi dada. Basta ouvir

Love you

PS: E um obrigada ao Ganesha que vai ajundando a superar estes obstáculos sejam eles maiores ou pequeninos como estes.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Já temos tudo

Uma vida estagnada, vivido em modo de sobrevivência, para pagar contas e ver televisão não deve ser nada fácil (também conhecida como o modo zombie)... Tenho a "sorte" de não ter de viver a vida assim...

Achamos que viver com entusiasmo e motivação só funciona com desafios novos, com a exploração de conceitos que estão fora da nossa zona de conforto, e com novas visões do mundo.

Quando as fazemos todas percebemos que são limitadas. Que o bem estar que nos trazem acaba e lá vamos nós buscar outra.

Para quem tem esta inquietude na alma aqui vão algumas ideias limitadas e uma última para as equilibrar

1- Ler


Insere-se na categoria das novas visões do mundo. Transporta-nos para uma realidade diferente da nossa e pode muito bem mudar a nossa realidade com a aprendizagem que quisermos retirar dessas leituras

2- Viajar


Aqui não temos de ter fundo de maneio para ir até ao outro lado do mundo. Basta irmos onde nunca fomos, e muitas vezes há sitios bem perto para explorar e ver com novos olhos.

3- Workshops e cursos


Nada mais fácil, há tanta oferta de coisas que podemos fazer. Desde cake design, a tricot, a filosofia ou dança, aulas de música ou karaté, vale tudo quando queremos alimentar a alma com algo novo.

4- Aprender com cada experiência


O nosso dia-a-dia é cheio de desafios e temos até a escolha de os transformar em aprendizagens. Essa é A forma de evoluir, aprender a cada momento como melhorar com aquilo que a vida nos oferece.



5- Não precisas de nenhuma das anteriores


Todas estas "experiências" são óptimas, mas convém termos o verdadeiro conhecimento porque nada disto nos vai satisfazer de forma permanente se não soubermos o verdadeiro segredo da questão: Já somos completos e tudo aquilo que precisamos de ser. Nunca vai haver experiência ou pessoa que nos possa completar de forma permanente, porque já somos tudo o que precisamos de ser.

Com este conhecimento podemos ler, viajar, e aprender de forma completa e aí vivemos realmente de forma plena e em consciência


A solução é aprender

E rir... MUITO

Love you

Mafalda


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Julgamentos e afins



Este fim de semana fui fazer um workshop com uma daquelas professoras rock star. Estava em modo excitamento por poder aprender algumas posturas mais "avançadas" e por levar um banhinho de ar fresco na cabeça.


E lá cheguei eu, bem antes da hora e coloquei o tapete na sala no sitio que me parecia perfeito e sentei-me. E olhei à minha volta... E comecei a passar-me... Todos os que iam chegando tinham as calças de última geração e nada baratas do yoga (lululemons e afins), berrinhos histéricos de contentamento e começo a ver a minha vida a andar para trás.

O alien começa a tomar conta e lá estou eu a coçar a cara, irritada comigo por estar naquele lugar onde a marca das calças era rainha e os Egos corriam soltos e livres em vez dos valores que eu tanto ando a tentar praticar...


E pronto! Aquela Mafalda que eu gosto pouco estava completamente à solta (faz-me sempre lembrar os filmes sobre os liceus americanos, com o pessoal cool e os nerds)...
A insatisfação a aumentar, a irritação a subir à cabeça, e a pergunta do costume, o que é que eu estou a fazer aqui? Isto já não tem nada a ver comigo... Aguentar um dia inteiro disto?



E a vozinha lá atrás começou, primeiro quase que não a ouvia, depois não a queria ouvir porque o Ego estava a tomar conta e depois finalmente escolhi ouvir: estás aqui porque uma parte de ti é assim... Estás aqui porque tens alguma coisa a aprender aqui... Estás aqui porque é o sítio certo e a altura certa para estar!

E pronto: o Alien foi à vida dele, desisti de julgar os outros e a maneira como praticam Yoga, virei-me para dentro e foi um dia maravilhoso onde mais uma vez aprendi e estive presente

Melhor é impossivel

Ultrapassamos o julgamento, ultrapassamos o ego, aceitamos as condições actuais e o céu limpa e estamos simplesmente lá

Ouvi dizer que é sempre a aprender! E não é que têm razão?


Love you

Mafalda

PS: Posturas "avançadas" não são aquelas bonitas para as fotos. Basta estarmos de pé com consciência da nossa verdadeira natureza.. Bem mais "avançado" que um Eka Pada Galavasana