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terça-feira, 25 de junho de 2013

Aliens vs nós próprios

O que é que mudou?

Há momentos em que temos pequenos aliens a crescer cá dentro. Como qualquer boa invasão alienígena a raiva chega e toma conta de tudo. Deixamos de raciocinar e cegamos. Dizemos o que não devemos e muitas vezes até o que não queremos.

"Fogo, logo agora que achava que isto já estava resolvido". Depois vem a culpa (pelo menos em mim vem). Vêm as questões: "Agora que sou mais velha e sábia isto não deveria de ter já passado?" ou "Mas com tanto auto-estudo e meditação o alien não deveria ter ido azucrinar para outro lado?"

Parece que não, parece que faz e vai sempre fazer parte da nossa condição de seres humanos. Na realidade o que todos queremos é ser felizes, e libertarmo-nos de qualquer forma de sofrimento. Mas com tanta gente diferente neste mundo as felicidades de uns e outros podem chocar e causar sofrimento. Só isso. Um entendimento simples e que pelo menos envia a minha "criatura" para o seu lugar: bem longe daqui. Pode ser que funcione para mais alguém

O que é que mudou?

O entendimento deste processo, passamos a entender e a lidar com "aquilo" mais rápido. Vamos aprendendo a não guardar, não fugir daquilo que tem de ser enfrentado (entenda-se nós próprios) e fazer com que estes sentimentos se transformem em compreensão e a paz volte a reinar cá dentro.


Love you

Mafalda

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Um banho de realidade

Durante muito tempo procurei alguma coisa. Sabia que faltava algo, só não sabia bem o quê. Isso dava-me uma inquietude, uma ansiedade e uma angústia que me parece que alguns de vocês também se podem identificar. Está lá um espaço vazio e fazemos experiências para o preencher com tudo o que encontramos. Uma insegurança latente.

E o que queremos é libertarmo-nos dessa insegurança. O problema está em procurarmos a segurança em coisas que por si só já são inseguras e efémeras, como pessoas ou experiências. 

E podemos viver nisto a vida toda. Há quem consiga enterrar estes sentimentos tão lá no fundo que consegue viver o dia-a-dia como se nada fosse. 

Pessoalmente, passei por essa fase, depois passei pela outra de mandar tudo ao ar. E que fase libertadora foi essa! Foi absolutamente necessário na minha vida e voltaria a fazer tudo na mesma. Tive de passar por isso para fazer as mudanças e construir a vida que realmente queria construir, mas nem isso era necessário, porque embora tenha melhorado o vazio, especialmente a nível profissional onde finalmente me senti realizada, talvez a liberdade da insegurança não fosse o mais importante. Até porque foi essa insegurança e insatisfação que me fizeram andar para a frente. 


O Swami Dayananda fez-me entender o essencial, o que preenche esse vazio não são as mudanças consecutivas de factores externos, nem muito menos preencher os vazios com pessoas ou coisas e fazer uma vida perfeita cheia de corações e felicidade (embora também façam parte e ainda bem), o que eu quero é conhecimento. O que me traz paz é eu conhecer a realidade tal como ela é, é perceber como o mundo funciona, como a minha mente funciona e assim a cada dia trabalhar para Moksha a libertação, que acontece não como que por magia onde tudo passa a ser um conto de fadas, mas como se fosse uma limpeza da nebulosidade que nos impede de nos compreender a realidade daquilo que já somos. 

Esse discernimento (Viveka) leva-nos a perceber o que é real do que é irreal, o que é permanente do que é impermanente e faz as coisas parecerem mais claras e menos difusas.

Meus amigos, que benção que é este banhinho de realidade.

Namasté