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terça-feira, 2 de junho de 2015

Yoga pela manhã



Pela manhã começa o dia. Há quem tenha algumas dificuldades em acordar cedo para fazer algo que não seja "ter de ir trabalhar", mas digo-vos desde já, começar o dia com uma prática de Yoga matinal muda toda a nossa dinâmica e rotina melhorando em muito a qualidade da nossa vida.

India 2009, meditação ao nascer do sol nas montanhas


Aqui vão alguns benefícios de saltar para o tapete logo pela manhã:

Uma prática de Yoga matinal faz com que o dia se incie de forma mais consciente e equilibrada.
Sabe aquela sensação de paz que tem a seguir a uma aula ou depois de meditar? Imagine começar assim o seu dia e ter o privilégio de continuar o dia em modo equilíbrio. Por muito que fale sobre isso só há uma maneira de ver... Experimente



Acordamos o metabolismo e "sistemas de limpeza" do nosso corpo logo pela manhã. Mais do que um café, alguns exercícios de respiração (pranayamas) e até alguns exercícios de limpeza (kriyas) fazem com que todo o corpo tenha outra dinâmica ao longo do dia. O sistema digestivo e linfático agradecem.

Maio 2015 no Parque D Carlos I 
As posturas de Yoga, libertam-nos o corpo. Durante a noite, há alguma rigidez que se vai instalando e é de manhã que a sentimos mais. Tenho algumas pessoas que me dizem que de manhã não querem praticar porque sentem o corpo menos flexível. Mas é exactamente pela manhã que mais precisamos de recuperar a mobilidade nos músculos e articulações. Uma das primeiras professoras de Yoga que tive dizia sempre que de manhã é mais fácil meditar porque a mente está mais calma e mais difícil praticar as posturas físicas (Ásanas) porque o corpo está mais preso. À noite esta dinâmica inverte-se: corpo mais solto, mente mais agitada.

 Chegar com os mãos ao chão não pode nem deve de ser o objectivo da nossa prática, mas sim dar ao corpo o alimento, alongamento, e força necessários para que nos traga ao longo da vida o minimo de limitações possíveis durante o maior período de tempo possível. Será 120 anos de saúde pedir demasiado?

Claro que devemos praticar de acordo com a nossa disponibilidade, mas a minha sugestão é que experimentem uma aula de Yoga ou mesmo trazer a vossa prática para o início do dia. Sintam a diferença no corpo, na mente e na disposição em geral ao longo do vosso dia.

Encontramo-nos brevemente num tapete logo pela manhã

Love you all


PS: A partir deste sábado também no Balance Health Club & Spa às 9h. Até já

terça-feira, 19 de maio de 2015

A importância do silêncio e outros assuntos desportivos

A mente é um bicho. Pelo menos a minha é. Tem pensamentos que começam por parecer adoráveis cãezinhos recém nascidos e passados uns momentos de alimentação tornam-se predadores dispostos a destruir o nosso estado de equilíbrio (Alien style).

Não sei quanto a vocês mas esta mente que aqui habita, tem muitas limitações: acha-se sempre o centro do universo, identifica-se com tudo o que vê, acha sempre que o problema é da dona dela, ou então a dona é a solução para tudo.

Então, parece-me que a melhor abordagem é a chamada abordagem "jogador da bola" (perdoem-me os que não falam de si na terceira pessoa, eu sei que são bastantes). Tratemos a mente como ela é, uma entidade que precisa de espaço, que precisa de tempo para processar pensamentos e as emoções que vêm associadas a eles.

Ter um momento do dia para deixar a mente processar o que tem a processar é fundamental neste processo de lhe dar espaço, de compreender que controlar os pensamentos que surgem é uma tarefa inglória.

Quando nos damos uns momentos durante o dia em que só observamos os pensamentos, vamos compreendendo como ela é, vamos conseguindo tratá-la na terceira pessoa tipo "jogador da bola". Os problemas relativizam e deixam de ser Aliens devoradores de humanos para passarem a ter a dimensão que realmente têm. Com um pouco mais de realidade .Mais ou menos sérios, mas sem a carga emocional que muitas vezes uma mente turva lhes empresta.

Então vamos dar-nos a esse "luxo" para conseguirmos manter a sanidade. Uns minutos de silêncio durante o dia... Simples e até pode ser que ajude à adormecer... Se não o fazemos voluntariamente durante o dia, podemos ter de fazê-lo à força à hora de ir dormir.

Agora, feche os olhos e observe. Sem julgar, sem tentar controlar, deixe-a ir e observe

Manter um espeço próprio para a paragem ajuda. Partilho aqui o meu


Love you all

PS: Perdoem-me os clichés, mas esta questão de falar na terceira pessoa faz-me sempre lembrar um maravilhoso jogador do Sporting. Mário Jardel que consigas encontrar o teu equilíbrio se ainda não encontraste

PSS: Sim podemos gostar de yoga e meditação e gostar de ver futebol ou qualquer outro desporto. Desculpem-me os fundamentalistas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Aqui e agora

Já falámos algumas vezes aqui de Moksha, em linhas muito gerais: a libertação das ilusões de que somos limitados.

Passamos a maior parte do tempo em modo limitação, ou porque o corpinho tem um pneu mais desenvolvido, ou porque achamos que somos aquilo que pensamos ou até as emoções que passamos.

E para Moksha eu estudo, eu tento, eu vou trabalhando às vezes mais outras um bocadinho menos.

A vida acontece a cada momento aqui e agora, a escolha de como a havemos de viver é nossa.

Tenho tanta pena dos momentos em que achamos que sabemos e que controlamos tudo.

 Tanta coisa que perdemos por acharmos que sabemos mais, ou temos mais, ou pior, que está tudo sob controlo.



Nada sob o nosso controlo, mas tudo na ordem!

PS: Para saberem mais sobre Moksha, aconselho a procurarem um professor de Vedanta, mas por favor um que seja minimamente esclarecido senão a confusão só vai maior. Conheço alguns que vos posso orientar para eles. Basta pedir!


sábado, 3 de janeiro de 2015

De boas intenções está o Inferno cheio


Estas alturas de mudança de ano, servem sempre como balanço e redireccionamento, porque afinal às vezes vamos desviando uns graus do objectivo. De início sabemos tão bem,  depois vamos perdendo o ímpeto e a garra de os seguir. O modo "zombie" (de que já falei aqui algumas vezes) instala-se e de repente ver aquela série ou programa fica mais importante do que a verdadeira direcção que queremos dar à nossa vida.


Em sânscrito a palavra é Sankalpa: संकल्प. Um sankalpa é só uma intenção, uma direcção para onde queremos ir. 

Atenção que formular um Sankalpa é pouco e não vale ficar tipo "O Segredo" (lembram-se deste best-seller?) que dizia que só o poder da mente chegava para termos tudo aquilo que precisamos. Então os bracinhos e as perninhas servem para quê?

Começa-se por uma intenção, pensamos nos passos necessários a dar e vamos tentar fazê-los. O Sankalpa é o inicio, o resto vem da nossa força de vontade e de uma série de outras condições que podem ou não acontecer nesse momento e que nós não controlamos.

Dou já um exemplo. A Maria e o João (Os nomes clássicos portanto) estão cheios de vontade de ir fazer uma viagem. Eles nem se conhecem e estão cada um no seu computador a sonhar pelos sites de compra de viagens. A Maria quer ir para as Bahamas, o João quer ir ao México. Nenhum deles o pode fazer neste momento, mas enquanto a Maria vai tentando poupar ou arranjar uns trocos extra, o João rapidamente desliga e vai ver a telenovela. Quem é que tem mais probabilidades de se safar? 


Aqui vão os passos para concretizar mais em 2015:

1- Sankalpa, perceber onde queremos ir, qual a direcção a seguir
2- Perceber quais os passos práticos que são necessários tomar 
3- Dar esses passos cheios de determinação


O resultado destas acções poderá ou não trazer aquilo que querem à vossa vida, porque há toda uma série de factores (que fazem parte da ordem natural das coisas) que podem ou não acontecer. O importante não é falhar ou conseguir, o importante é tentar e dar todos os passos para conseguir. Ou podemos nem tentar e continuar a ver o telejornal ou a telenovela...

A minha sugestão é começar com um simples, comece agora. Pense no que quer realizar ou que aconteça, pense no que precisa de fazer para que isso aconteça, depois é só fazer... O pior que pode acontecer é não acontecer nada, mas isso já está garantido desde o inicio.

Happy New Year


PS: Uma das minhas intenções para 2015 é escrever mais no blog. Estou a dar passos nessa direcção!!!!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A experiência das palavras bonitas

Tenho a sorte de poder ensinar aulas de yoga também a crianças. Eles têm à volta dos 8 anos e são crianças incriveis. Bem dispostos, interessados, sempre prontos a partilhar os seus desafios e a ajudarem-se uns aos outros. Uma verdadeira inspiração.

Este ano decidimos fazer uma experiência em conjunto. Entender o efeito das palavras de amor vs as de ódio ou indiferença.

Preparámos dois frascos com arroz cozido e água.

Num dos frascos escolhemos palavras e frases bonitas para escrever e dizer ao arroz. No outro frasco decidimos escrever palavras feias ou simplesmente ignorá-lo.

O frasco do amor tinha frases como:

- Ficas bem com feijão
- És lindo
- Adoro-te

O frasco do ódio tinha frases como:

- Odeio-te
- Cheiras mal


Todas as semanas em conjunto fomos repetindo as frases e dando a nossa atenção ao frasco do amor, enquanto o outro foi repetidamente ignorado. Nos dias que os meninos não estavam, todos os que passavam na casa da árvore foram convidados a fazer o mesmo, tarefa que foi cumprida diariamente.



Aqui estão as observações dos meninos:

- O frasco do amor cheira menos mal que o do ódio (acreditem que passados 3 meses cheiravam os dois mal, mas realmente o do ódio nem dava para estar perto)
- O frasco do amor estava com os bagos mais inteiros, embora o outro quase não fosse pegado nem tocado.
- O frasco do amor tinha menos bolor

Agora, ainda acreditam que as palavras que dizem não têm efeito no desenvolvimento das pessoas, ou plantas, ou até mesmo na comida à vossa volta?


Namasté

https://www.facebook.com/yogaMafaldasousa

https://www.facebook.com/acasadaarvore