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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

a mania da perseguição..

Chamem-lhe insegurança, ou mania da perseguição, mas já perdi a conta às vezes em que gastei as minhas calorias mentais e pensar no que tinha feito ou deixado de fazer para alguém ter tido esta ou aquela atitude comigo.

Vamos lá pôr as coisas em pratos limpos e ser objectivos: o facto de alguém responder de maneira mais seca ou rápida pode não ter absolutamente nada a ver connosco. Imaginem a situação:
Vamos todos beber um café e a Maria (personagem fictícia prometo), começa a fazer cara feia para o João (outro nome para o ar) e até lhe responde qualquer coisa do género:

Maria- "Não preciso que me ajudes a comer este cheesecake de frutos silvestre"
João (em pensamento)- só pode estar muito chateada comigo, devo ter feito alguma coisa para ela não partilhar
Maria (em pensamento)- estou cheia de fome, LARGA o meu cheesecake

Resultado, o João não tinha feito absolutamente nada e a Maria só estava mesmo com fome, uma reacção básica a um instinto básico.

Tal como a fome, temos reacções básicas como o medo, que nada têm a ver com a pessoa a quem respondemos.

Há coisas que na realidade não são problema nosso. O João não precisa de ir para casa gastar o resto do  dia e das calorias mentais a rever vezes sem conta o que fez à Maria. JOÃO SÊ OBJECTIVO.. 


Se calhar não é problema teu... Ou se calhar podes perguntar à Maria se se passa alguma coisa, mas se no fim do dia e sabendo que não houve intenção de magoar a pessoa, ela reage dessa maneira, indaga e deixa ir... Não és responsável pela resolução dos problemas do mundo... Afinal a Maria só tinha fome e não era mesmo problema teu 

Love you

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Criar raizes ou Deixar ir



Perceber qual é o momento para se deixar de lutar, ou abandonar uma prática não é fácil. Será que é agora? Será que ainda tenho mais alguma coisa dentro de mim que me diz que tenho de dar mais? Como é que percebemos essa diferença?

Um exemplo prático, no início quando comecei a meditar havia dias que não me apetecia, que a minha mente punha obstáculos e arranjava todas as desculpas para não ter de mergulhar na ansiedade de parar e permanecer parada (entenda-se fisicamente). Mas sabia que sempre que ia fundo nessa ansiedade, conseguia emergir do outro lado tranquila e no meu centro. Aí se tivesse ouvido a minha mente dizer-me para não o fazer, ao ponto de me criar um mini aperto no coração, não tinha conseguido ultrapassar uma série de barreiras e camadas que eu desconhecia em mim. Neste caso, ainda bem que me contrariei.

Então e quando nos contrariamos para fazer algo que não queremos, porque "tem de ser"?

Acho que as perguntas que pode fazer-nos nestes casos são: "Isto é para o meu bem maior"?, "Há algum objectivo que eu queira atingir que seja para uma maior aprendizagem e consciência de mim"?, então força continuem e "lutem" por essa consciência e conhecimento. Levantem-se da cama quando não apetece, dêem mais aquele "bocadinho assim", e aposto que no final da vida quando olharmos para trás vai ter valido a pena. Afinal foi feito por amor! Se não for, tá na hora de deixar ir...

Namasté