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segunda-feira, 21 de abril de 2014

A religião e o Yoga

Antes de mais espero que tenham tido uma boa Páscoa. A Páscoa é uma altura de renovação e transformação e pessoalmente um dia em fámilia que  adoro.

Ao longo dos anos, vários alunos me perguntaram se a prática de yoga interferia com as suas práticas religiosas. Há uma crença associada ao Yoga como sendo obrigatoriamente Hindu ou Budista.(Ai se me ouvem a dizer que pode ser budista posso ter problemas (ou uns sobrolhos franzidos)).

Muito se discute acerca da origem do yoga, de quando na realidade começou, se é simplesmente apoiada nos Vedas (textos onde estão descritos alguns dos rituais praticados pelos Hindus e não só), ou se começou há 500 ou 100 anos com o Sri Krishnamacharya.

Grande parte das posturas de yoga que conhecemos hoje, são bastante recentes, mas como já sabemos Yoga é muito mais que Ásana (posturas).

Voltando ao tema da religião, a prática de yoga não tem de ter nada a ver com religião, logo há um total respeito pelos rituais e crenças de cada um.

Conheço professores de Yoga Muçulmanos, Cristãos, Hindus que entendem que o Yoga não é uma religião. Quanto muito é uma forma de nos aproximar de Deus, ou do Universo, ou de Alá, ou da nossa verdadeira natureza. O importante é respeitar a crença de cada um. O importante é levar esse respeito para o dia-a-dia, independentemente dos rituais que em acreditamos.

Tenho uma avó muito católica e que tenta trazer essa atitude para as interacções com os outros. Reza o terço diariamente, que é uma forma de focar a mente através da repetição e reza pelo melhor para os que estão próximos e para todo o mundo (a mim cheira-me a sankalpa, uma intenção perfeitamente altruísta). Para mim, alguém com aquela disciplina, um coração tão bom, uma mente aberta e que tenta melhorar-se a cada dia é uma verdadeira yogi.

A religião é uma liberdade de cada um e o Yoga ajuda-nos a perceber isso. Até se formos ateus


Love you

We are all one


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O meu salva mentes...

Houve alguns momentos de viragem na minha vida. Um deles foi quando o caos mental era tão grande que a única coisa que pedia e por que rezava era Paz.

E a solução veio, a prática de yoga começou a transformar lentamente a maneira como me via e a permitir-me acalmar a mente.
O segundo momento foi o vedanta, um meio de conhecimento que me permite lidar com o mundo de maneira completamente diferente. E mais, permite-me usar a cabecinha para compreender, porque afinal a minha está aqui, é meia hiperactiva e de vez em quando arranja sarna para se coçar.

Assim o meu primeiro salvo mentes (momento Mitch Buchannon) foi o yoga,e sim tive de ir ao Google ver como se escrevia o nome desta mítica personagem, que tem umas pérolas de sabedoria impagáveis como por exemplo: " Gail and I spent our honey moon in Hawaii. Every time I see a volcano erupt, I think of her." (Eu e a Gail passámos a nossa lua de mel no Hawaii, Sempre que vejo a erupção de um vulcão penso nela). Mas sobre objectividade e subjectividade falamos noutro post.

Obrigada a todos os professores de yoga e vedanta que me ajudaram e continuam a ajudar a ver e acima de tudo a conhecer a minha natureza. Sem vocês a escuridão era bem maior

Love you


PS: Era demais resistir a pôr esta foto do Mitch
PSS: Não se ofendam por ter Baywatch e Yoga ou vedanta no mesmo post, afinal parece-me uma óptima série para nos mostrar o que é a ilusão de quem somos...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Analisar padrões e a terceira lei de Newton

Tenho a mania de analisar padrões na minha vida. Aliás grande parte do processo de reconhecimento e aprendizagem passa por isto. Acontece uma coisa.. (Pronto aconteceu) Acontece a segunda parecida num curto espaço de tempo... (Espera aí que há algo que eu não estou a ver) Acontece a Terceira (só mesmo se formos muito tapados é que não vemos que há algo a aprender por aqui).

A parte engraçada é que me costumam acontecer em grupos de 3, como se esta inteligência que gere a casa já soubesse: só com uma não vai lá... A mim cheira-me a lei do Karma.

Nestes últimos dias fiquei pendurada algumas vezes. À última da hora cancelaram tudo e mais alguma coisa, ou deixaram-me à espera 2 horas com aquela conversa do: "São só mais 10 minutos".
Escusado será dizer que não gostei. Mas por outro lado deixou-me a pensar: se a lei do karma bate sempre certo, então provavelmente estarei a fazer isto aos outros.

O Karma é a reacção óbvia às nossas acções: não me parece que ande aí um senhor a julgar e a castigar (a que uns chamam Deus, outros Ishvara ou universo).

Assim, a minha intenção para os próximos tempos é esta: cumprir à risca tudo o que me proponho. Não por causa da lei do karma que vem e dá de volta, mas porque não gostei nada de estar neste lado. Não é justo.


 Cumprimos não por medo do que possa acontecer mas por percebermos as consequências das nossas acções.

Terceira Lei de Newton: A toda a acção opõe sempre uma igual reacção

Então se na vida aparecem padrões, observamos e analisamos se em algum momento actuámos de alguma maneira que pudesse provocar esta reacção.

Na volta podemos sempre "culpar" os outros e escolher não aprender nada. É uma escolha

Love you

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ser racional é assim tão mau?

Com todas estas novas tendências "New Age", a disciplina e a mente passaram a ser um bicho a eliminar na nossa vida. Frases como "Segue o coração" e "Tu és luz" começaram a ser difundidas como a única verdade e até parece que os que têm uma personalidade mais racional (como alguém que eu conheço) têm um problema sério a resolver.

Pois bem meus amigos, não há absolutamente nada de errado connosco se achamos isso tudo um bocadinho demais do que a conta. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Se há alguma coisa que tenho vindo a aprender é que todos temos a nossa personalidade e a maneira de reconhecermos a nossa natureza não é só uma.

Para os mais racionais, utilizamos mais a mente. Utilizamo-la para compreender a nossa natureza, para aceitar quem somos. Se a disciplina faz parte de nós então utilizemo-la para experienciar a vida de forma plena e consciente.

Se por outro lado somos mais emocionais, então trabalhamos também para equilibrar esse lado. Demasiada emoção e acima de tudo a identificação permanente com as emoções são uma montanha russa permanente de alegria e sofrimento que também em nada ajudam a viver a realidade e a resolver os obstáculos da vida.

Assim, nem 8 nem 80. A solução está no equilibrio. Na quantidade certa de força e flexibilidade, de seguir o coração e usar a mente, e acima de tudo de sabermos que somos parte do todo mas com os pés na terra.

Temos muito tempo para viver só lá em cima. Aqui temos um corpo, uma mente e uma consciência que são para ser integrados e usados a todo o momento.

Na realidade não há absolutamente nada de errado connosco, o problema é acharmos que há. Mas também só pensando que temos um problema é que tentamos chegar à solução. No meio o conhecimento acontece.

Love you

Mafalda




  

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ah.. Então é por isso!

Como boa mente inquieta e inquisitória que tenho, passei algum tempo a perguntar-me o porquê de fazer meditação e yoga. Se a minha personalidade continua cá (e ainda bem), se continuo a ter momentos em que ponho tudo em causa, por que RAIO é que continuo a praticar?

Pois é, estes momentos são reais e ainda bem que existem...

E como para cada pergunta, existe uma resposta, eu também tive a minha. Bastou ouvir

Num destes fins-de-semana, aconteceram uma série de contratempos daqueles que tiram a paz a qualquer santo. Em 48h tive direito a carro multado e em cima do reboque pronto a sair, no meio de uma cidade que não é a minha e a horas menos próprias, falha do GPS numa altura bem crucial. No dia seguinte: carro sem bateria e atrasada para o meu curso maravilhoso. Para terminar a cereja no topo do bolo: a polícia a mandar-me parar por razões com muita culpa minha.

Uma série de mini desafios que me responderam à pergunta que me andava a martelar a cabeça: tudo passou. Depois de passar por cada uma delas deu para desligar automaticamente e dormir um sono descansado ou aproveitar o maravilhoso dia de sol enquanto esperava pelos cabos para regarregar a bateria, ou até pelo maravilhoso presente de Natal que tive do simpático senhor Polícia que me deixou passar aquela infracção.

Ah... Então é por isso! Porque há sempre um lado bom no meio de todas as adversidades, porque tudo está na mais perfeita ordem, mesmo que não seja como eu quero e porque tudo passa e a mente deixa de me levar em espirais negativistas.

Ah... Então é por isso! Deixar de ser escravo da mente é a solução! Conhecer a nossa verdadeira natureza dá trabalho, exige observação e auto-análise constantes, mas no fim compensa cada momento de dedicação à prática.

Agora entendo e agradeço por esta explicação tão boa que me foi dada. Basta ouvir

Love you

PS: E um obrigada ao Ganesha que vai ajundando a superar estes obstáculos sejam eles maiores ou pequeninos como estes.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Já temos tudo

Uma vida estagnada, vivido em modo de sobrevivência, para pagar contas e ver televisão não deve ser nada fácil (também conhecida como o modo zombie)... Tenho a "sorte" de não ter de viver a vida assim...

Achamos que viver com entusiasmo e motivação só funciona com desafios novos, com a exploração de conceitos que estão fora da nossa zona de conforto, e com novas visões do mundo.

Quando as fazemos todas percebemos que são limitadas. Que o bem estar que nos trazem acaba e lá vamos nós buscar outra.

Para quem tem esta inquietude na alma aqui vão algumas ideias limitadas e uma última para as equilibrar

1- Ler


Insere-se na categoria das novas visões do mundo. Transporta-nos para uma realidade diferente da nossa e pode muito bem mudar a nossa realidade com a aprendizagem que quisermos retirar dessas leituras

2- Viajar


Aqui não temos de ter fundo de maneio para ir até ao outro lado do mundo. Basta irmos onde nunca fomos, e muitas vezes há sitios bem perto para explorar e ver com novos olhos.

3- Workshops e cursos


Nada mais fácil, há tanta oferta de coisas que podemos fazer. Desde cake design, a tricot, a filosofia ou dança, aulas de música ou karaté, vale tudo quando queremos alimentar a alma com algo novo.

4- Aprender com cada experiência


O nosso dia-a-dia é cheio de desafios e temos até a escolha de os transformar em aprendizagens. Essa é A forma de evoluir, aprender a cada momento como melhorar com aquilo que a vida nos oferece.



5- Não precisas de nenhuma das anteriores


Todas estas "experiências" são óptimas, mas convém termos o verdadeiro conhecimento porque nada disto nos vai satisfazer de forma permanente se não soubermos o verdadeiro segredo da questão: Já somos completos e tudo aquilo que precisamos de ser. Nunca vai haver experiência ou pessoa que nos possa completar de forma permanente, porque já somos tudo o que precisamos de ser.

Com este conhecimento podemos ler, viajar, e aprender de forma completa e aí vivemos realmente de forma plena e em consciência


A solução é aprender

E rir... MUITO

Love you

Mafalda


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Yoga no tapete e fora

Manter uma prática de yoga diária não é fácil. Exige disciplina e muita determinação. Mas yoga não é só a prática de ásana (posturas fisicas) que fazemos no tapete dentro de uma sala compostinha ou ao ar livre num dia bonito. Aí é a parte fácil.

A prática de yoga extende-se a cada minuto da nossa vida. A não-violência, ou viver em verdade, ou manter a disciplina são valores a viver no dia-a-dia. E aí é que a coisa vai ficando mais dificil (pelo menos falo por mim).

Quanto mais purificamos o corpo e a mente através das nossas acções coerentes, mais clarificamos o caos mental do dia-a-dia. É como se uma neblina se fosse levantado e começamos a ver tudo com mais clareza.



Aí está a verdadeira beleza da prática. A paz chega porque existe esta coerência entre o que pensamos e a maneira como agimos e vivemos.

Assim, quando virem esta falta de coerência em vocês ou nos outros, em vez de julgar entendemos que a única pessoa prejudicada nisto é quem o faz. Assumimos essa responsabilidade e fazemos melhor para a próxima.

No tapete iniciamos a prática de Yoga, na vida temos o desafio extra que precisamos para consolidar essa prática.

Que tenhamos sempre este discernimento a cada momento da nossa vida.

Namasté

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Manter o foco

Uma das coisas que mais faz sentido para mim na prática de yoga é o uso que fazemos das nossas capacidades físicas para criar uma ligação com a mente. O que é verdade no corpo pode ser apreendido para a mente e como aprendizagem para viver a vida. Não há laboratório de experiências como o tapete de yoga. O Físico torna-se o ponto de partida para a real aprendizagem de nós.

Drishti é olhar focado e é mais um meio para desenvolver a concentração.

Há dias em que a prática é dificil, em que quando estou em Adho Mucka Svanasana (ver figura 4) olho para os pés, para as unhas, para o tapete do lado, em resumo a minha mente está por todo o lado. Quando praticamos Drishti e mantemos os olhos focados num ponto a mente vai rapidamente ao sítio e torna-se também ela mais focada.

É como quando na vida temos um objectivo, quando sabemos a nossa prioridade e mantemos o foco nela, as coisas vão acontecendo nessa direcção. Se as prioridades vão mudando então o caminho é em ziguezagues e muitas vezes sem rumo nem direcção. A vida é para ser vivida e para aprender a aceitar o que nos aparece, mas a prioridade e o foco têm de estar lá. 



Assim, aqui vai uma lista de asana e drishti para quem quiser levar a prática a um nivel diferente ou só para relembrar.


Bhru Madhya Drishti- Espaço entre as sobrancelhas (centro da visão interior ou ajña chakra) como em Upavista Konasana II

Upavista Konasana II
Nasagrai Drishti- a ponta do nariz (ou agochari mudra) como em Chaturanga Dandasana
Chaturanga Dandasana


Nabi Chakra Drishti - o umbigo como em Adho Mucka Svanasana
Adho Mucka Svanasana

Angushta ma dyai Drishti- Polegares como em Urdhva Tadasana

Hastagrai Drishti- a mão como em Utthita Parsvasahita 
Utthita Parsvasahita

Parsva Drishti - para o lado direito ou esquerdo como em  Utthita Trikonasana

Utthita Trikonasana
Urdhva - para cima e em direcção ao céu


Padhayoragrai - os dedos dos pés como em Navasana

Navasana
Informação retirada do livro The practical Encyclopedia of Ashtanga Yoga and Meditation by Jean Hall and Doriel Hall. Tem ilustrações muito boas e recomendo.


Namasté

Love you all


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Missão Impossível



Lembram-se da Missão Impossível, sempre que recebiam uma missão aparecia no final "This message will self destruct in 5 seconds". Esta mensagem vai-se auto-destruir em 5 segundos.

E quando levamos com casquinhas de banana na vida? Quando nos aparecem as missões impossíveis do dia-a-dia?

 Durante a maior parte das nossas vidas entramos em modo auto-destrutivo com todo o género de desculpas. Frustados? Bebemos para esquecer. Tristes ou ansiosos? Comer ou deixar de comer? Em faltas emocionais? Chocolatinhos e muito açucar para as endorfinas voltarem por um instante.
E assim vamos vivendo a nossa vida. E acreditem que eu sou a última pessoa que pode julgar alguém nesta e nas outras matérias, fi-lo durante anos e libertar do padrão não é nada fácil.

Álcool, Drogas, Comida, Relacionamentos manhosos, tudo é desculpa para não enfrentarmos a dor e para a mascararmos. Não digo com isto que se apetecer beber um copo de vinho ou comer um chocolate ou qualquer um desses acima mencionados é errado ou pecado. Nada disso!

Só temos de ter consciência se o estamos a fazer porque realmente queremos ou se é para mascararmos algum sintoma emocional.

E essa espiral descendente de não querermos lidar com as emoções leva-nos ainda mais fundo e no fim de contas temos de lidar com elas na mesma.
Demorei anos para perceber esta e muitas vezes ainda caio em meia armadilha.

Assim se a vida vos trata mal, tratem-se bem! Quando as coisas correm mal, é mais uma razão para praticar mais yoga, meditar mais e estar com quem nos ajuda verdadeiramente a lidar com as situações. Se nos tratamos mal, como é que podemos esperar que a vida ou os outros nos tratem bem?


Vão correr, passear na praia, tomar um banho de espuma, ler um livro com conteúdo, aprender com alguém, vão a uma aula de yoga, pratiquem o processo consciente e quando estiverem no vosso centro as coisas adquirem uma outra qualidade. Aí percebemos que tudo está perfeitamente bem.

A diferença entre a opção auto-destrutiva e a consciente, não é muita porque no final só ficaremos bem quando estivermos em consciência de quem somos, sabendo que também isto vai passar.


Love you all

Namasté 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Tudo está bem!

As aprendizagens fazem-se por vagas. Vem uma onda e aprendemos, vem outra e aprofundamos até que o conhecimento faça parte integrante do que nós somos (há quem diga que já faz, mas vamos por partes).


Das coisas que eu mais amo na minha vida é a prática de Yoga, passados todos estes anos continuo a aprender. 

Cada vez que achamos que dominamos alguma coisa ásana (posturas físicas), pranayama (respiração), concentração (dharana) e até a meditação, descobrimos mais alguma coisa para aprender. Neste caso o Vedanta, ou o canto védico ou até alguns textos atribuídos a grandes professores. Há sempre mais algum mundo para descobrir na prática. 

Tal como na nossa vida não é? Há sempre mais alguma coisa que queremos, ou são as coisas materiais, ou são as experiências de vida que queremos acumular, ou são os ensinamentos, ou é o facto de acharmos que: "Quando eu conseguir aquilo, ou fazer aquilo ou estar com aquela pessoa, aí é que eu vou ter tudo para ser feliz e plena". 

É óptimo querermos tudo isso, mas aqui só temos de ter consciência de que não precisamos disso. Aliás, para os que como eu são mais limitados, precisamos de passar por elas para percebermos que também não é isso. 

Não vão ser as viagens, não vai ser uma relação, nem sequer aquilo que eu faço todos os dias, a única coisa que nos completa é saber que já somos completos, e a partir daí e com essa consciência vivemos a nossa vida de forma mais plena, viajamos e relacionamo-nos mas a partir do nosso centro. Com as normais expectativas e com a consciência de que já somos tudo aquilo que precisamos.

Tudo está bem exactamente como está!

Obrigado a todos o que me fazem viver isto todos os dias!!!

Namasté e um óptimo 2013

PS: E que nos possamos sempre lembrar disto...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Criar raizes ou Deixar ir



Perceber qual é o momento para se deixar de lutar, ou abandonar uma prática não é fácil. Será que é agora? Será que ainda tenho mais alguma coisa dentro de mim que me diz que tenho de dar mais? Como é que percebemos essa diferença?

Um exemplo prático, no início quando comecei a meditar havia dias que não me apetecia, que a minha mente punha obstáculos e arranjava todas as desculpas para não ter de mergulhar na ansiedade de parar e permanecer parada (entenda-se fisicamente). Mas sabia que sempre que ia fundo nessa ansiedade, conseguia emergir do outro lado tranquila e no meu centro. Aí se tivesse ouvido a minha mente dizer-me para não o fazer, ao ponto de me criar um mini aperto no coração, não tinha conseguido ultrapassar uma série de barreiras e camadas que eu desconhecia em mim. Neste caso, ainda bem que me contrariei.

Então e quando nos contrariamos para fazer algo que não queremos, porque "tem de ser"?

Acho que as perguntas que pode fazer-nos nestes casos são: "Isto é para o meu bem maior"?, "Há algum objectivo que eu queira atingir que seja para uma maior aprendizagem e consciência de mim"?, então força continuem e "lutem" por essa consciência e conhecimento. Levantem-se da cama quando não apetece, dêem mais aquele "bocadinho assim", e aposto que no final da vida quando olharmos para trás vai ter valido a pena. Afinal foi feito por amor! Se não for, tá na hora de deixar ir...

Namasté


terça-feira, 9 de outubro de 2012

SER LIVRE



Estuda, trabalha, casa-te, tem filhos, vê televisão, segue o que os outros dizem, obedece sem fazer perguntas, e depois repetimos todos juntos: EU SOU LIVRE!!!!

Desde pequenina que esta sequência infernal me assusta. Já até perdi alguns momentos e pessoas na vida por medo de que isto me acontecesse. Ficar igual aos outros, adormecida, em estado Zombie. Viva, mas só a metade. Fazer parte das regras e segui-las cegamente por causa do "deve de ser assim" ou do "tem de ser assim".

É um privilégio viver numa altura destas, quando tantos estão a acordar e ao contrário dos filmes de terror Série B  dos Mortos vivos, aqui, no mundo real, podemos passar a ser humanos e viver a vida de modo pleno.

Estudar - Estudem aquilo que vos dá prazer, não só porque tem um certificado ou porque dá um título qualquer

Trabalhar - Se passamos 8 horas do nosso dia a trabalhar (pelo menos) porque não fazer algo que gostamos, ou que nos faça sentido? Entreguem-se aquilo que fazem a 100% e tenham orgulho em fazê-lo bem feito

Casar (ou namorar, ou a versão imoral:o ajuntamento) - Claro que sim, mas que seja porque realmente o queremos, não para preencher vazios ou por convenção social. Que seja para viver o amor em cada dia (idealmente claro)

Ter Filhos: Se quiseres, se achares que esse é o teu caminho... Há tantas pessoas felizes e realizadas que não os têm... Se olhares para dentro e realmente o quiseres força, o mundo precisa da alegria e da inocência das crianças

Ver televisão: Há um mundo maravilhoso lá fora. Que tal um passeio de noite mesmo no inverno? O serão pode ser feito com leitura em família, com um passeio ao frio, numa noite a ver as estrelas... É mesmo preciso ficar em casa a ver televisão todas as noites?

Segue o que os outros dizem: Vive de acordo com a tua experiência. Questiona, experimenta, se não gostares não o voltes a fazer... Desde que vivamos com respeito por nós e pelos outros as possibilidades são praticamente infinitas.. Verdade e Respeito sempre.

Está na altura de cada um ser líder de si próprio, fazer as suas escolhas e viver as consequências dessas escolhas. Sejam elas mais ou menos agradáveis, mas está na altura de crescermos e sermos responsáveis por aquilo que fazemos.

No fim disto tudo, com consciência daquilo que fazemos, ao vivermos a vida de forma plena, aí sim somos LIVRES (e felizes)

Love you


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aceitar o Outono cá dentro

Épocas de transição nunca são fáceis e quando falamos de passar do Verão para o Outono ainda pior. É como se o Outono fosse a época aberta para a depressão. Pois bem meus amigos, se quiserem que assim seja, então assim será. 

Na nossa mente sempre associámos as Estações (ou pelo menos grande parte de nós) a emoções de alegria ou tristeza, a julgamentos de bom ou mau. No Verão podemos vir para fora, andar com pouca roupa, sem preocupações, são as férias, é a liberdade total. No Outono começam aparentemente as limitações no exterior, vem o frio, vem a chuva, mas também vem o cheiro a castanhas na rua, o conforto do cachecol, o voltar a casa. É altura de voltar a casa. 

Podemos entendê-lo só no sentido físico, mas acima de tudo o Outono é parte fundamental do ciclo de criação e destruição que acontece sempre, todos os anos e a cada respiração.
O Outono é mais uma oportunidade de aprofundar a meditação, olhar mais para dentro e colher os frutos daquilo que plantámos no inicio do ano. 

Se se sentirem com mais vontade de dormir, durmam, se o pico de energia já não estiver lá em cima desde as 7 da manhã... azar. Aceitemos as estações do ano como parte normal e maravilhosa do ciclo da nossa natureza e vamos celebrar esses ciclos. 

Vamos dar uma volta e ver as cores mais bonitas do ano, vamos aproveitar para beber o chá e ler o livro que não deu para ler na praia, vamos pisar folhas secas caídas das árvores e ouvir aquele som de Outono, vamos tirar os casacos de malha do armário e aproveitar cada momento, porque tudo passa rápido demais e aposto convosco que entretanto chega Agosto.

Namasté

PS: Esta foto foi tirada no Parque das Caldas a semana passada, se puderem vão lá porque as cores estão incriveis. Aproveitem para ouvir o pisar das folhas...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Paz paz paz




Hoje dia 21 de Setembro é o dia Mundial da Paz. E correndo o risco de soar candidata a Miss Portugal o meu sonho é mesmo que haja Paz no mundo.

Muitos de nós não conhecemos essa Paz, vamos tendo rasgos ocasionais que acontecem esporadicamente quando fazemos algo que gostamos. Sabemos que falta alguma coisa, só não sabemos o quê. E podemos passar uma vida (ou mais) à procura disso lá fora, nos bens materiais ou nas relações com as pessoas.

Quando encontrei a prática de Yoga, e a Meditação foi-se dando uma transformação que ainda hoje está em andamento. Podemos não viver sempre em Paz, mas pelo menos que saibamos lá ir dar.

De acordo com o Vedanta temos "camadas" (Koshas) a trabalhar em nós para chegarmos ao centro ou ao contentamento:

Anatómica - Anamaya Kosha 
Fisiológica  - Pranamaya Kosha, que inclui os nossos sistemas respiratório, circulatório, reprodutor, etc
Psicológica - Manomaya Kosha, o reino do sentir
Intelectual - Vijñanamaya Kosha, que inclui a razão e o julgamento
Contentamento - Anandamaya Kosha, que corresponde ao estado acordado, de consciência daquilo que somos (samadhi)

E o caminho é para dentro. É um caminho de auto descoberta, de conhecer quem realmente somos, de aceitação das partes menos boas, e é aceitar que muitas vezes nos iludimos em relação a quem somos.
É um trabalho exigente que pode gerar birras, mau humor, negação, mas depois gera também a consciência e a plenitude. Daí valer a pena cada olhar para dentro, cada camada que vamos atravessando até chegarmos ao centro.

E na prática? A prática de Yoga permite-nos trabalhar tudo isto: Anatómico, Fisiológico, Psicológico, Intelectual e o Samadhi. Durante uma prática completa, Ásana e Pranayama (Posturas Fisicas e Respiração consciente), Concentração e Meditação fazem-nos chegar lá. Mesmo que sejam só com algumas luzes inicialmente, mesmo que seja aos poucos, e um bocadinho de cada vez.

Mas com mais ou menos caos, mais ou menos paz, vale a pena cada tentativa e cada momento de Centro e de Consciência.

Hoje pare dois minutos e medite, ou reze ou peça pela sua paz. O resto vem da transformação que ocorre a partir de dentro

Om Shanti, shanti shantii

Love you all

PS: Desculpem as faltas na escrita em sânscrito, mas tentei com a minha melhor intenção passar para a grafia portuguesa e fonia sancrita. Mais sobre o assunto em: http://en.wikipedia.org/wiki/Sanskrit#Writing_system

PSS: Informação retirada do livro Light on Pranayama, BKS Iyengar

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Portugal: uma visão cientifica e em consciência


Para as mentes que foram educadas no processo cientifico e que só vão lá com a lógica da ciência, há alguns conceitos difíceis de abarcar. Eu sou na minha essência assim, só acredito se passo por elas.
E embora seja sempre avessa a sensacionalismos do telejornais e outros meios de controlo de massas, vivo neste mundo portanto sou afectada pelo que se passa nele. Para mim e segundo aquilo que experiencio a prática de yoga ou de meditação é para me "ligar" e para aprender o que vim cá aprender. Só nessa aceitação e nessa consciência a minha vida faz sentido (o que não tem de ser verdade para todos).

Estes últimos dias têm sido um acordar para muitos, finalmente percebemos que há algo de fundo que tem de mudar no nosso país. Parece-me que é a consciência colectiva a invadir o país, mas se quisermos ser mais pragmáticos, chamemos-lhe a revolta.

Aqui há muitos anos esbarrei com um livro que me fez todo o sentido porque é escrito por um daqueles senhores doutores à séria, cheios de PhD e titulos afins que através de um processo cientifico explica o inexplicável para quem escolhe viver desligado.
Ele é professor na Universidade de Stanford e dedicou a sua vida ao estudo da estrutura da matéria, e uma das conclusões que ele chegou é que há uma série de energias subtis que formam e moldam a realidade. Uma das conclusões a que chegou foi que os sítios que habitamos e onde estamos adquirem a nossa energia segundo a intenção que lhe damos (todo o processo e modelo cientifico em Science and Human Transformation, William A. Tiller, Phd), só assim se explica a sensação de paz quando entramos num local sagrado, ou a sensação de pavor que sentimos noutros locais (já se sentiram com vontade de fugir de casa de alguém porque o ambiente era muito pesado? e até nem era das pessoas naquele momento?).

O que ele tenta provar no trabalho de uma vida inteira é que há uma consciência colectiva e que bastam alguns para mudar e estabilizar a energia num dado nível. Se muitos mantivermos a intenção em algo, essa intenção materializa-se devido à energia do grupo. E até afecta a intenção de pessoas que não tinham essa visão. Também é verdade para seres individuais, vulgo pessoas. Por exemplo se quisermos mudar o rumo de algo, primeiro temos de acreditar que pode ser mudado. Depois agimos de acordo com essa crença. Materializamos aquilo que pensamos.

Tem sido inspirador ver que já passámos à segunda fase, agora agimos de acordo com essa crença... Mas de nada vale ficarmos revoltados com o governo e depois fazermos o mesmo. A mudança tem de partir de nós...

 Podemos exigir honestidade e transparência aos outros? Claro que podemos... Mas para isso temos de estar dispostos a viver em honestidade e transparência na nossa vida.
 Se tiverem mais um cêntimo de troco devolvem-no?
 Alguma vez manobraram o sistema em proveito próprio (e no fim ainda disseram se não fosse eu era outro)? Acho que todos nós já o fizemos senão não estaríamos onde estamos como Nação.

Olhemos todos para dentro e desculpem-me os perfeitos que já o fazem sempre, mas a pergunta é: em que é que eu não estou a ser honesta e transparente na minha vida?

À medida que cada um de nós for criando em si esta honestidade e transparência, o paradigma do país muda... É ciência e matemática da mais pura e lógica

Que a consciência seja o nosso motor de mudança

Namasté

Love you all


PS: Tiller, William A., Science and Human Transformation: Subtle Energies, Intentionality and Consciousness, Editora Pavior
  http://www.amazon.com/Science-Human-Transformation-Intentionality-Consciousness/dp/0964263742

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pranayama... Quê?

A primeira vez que um professor de yoga me disse para inspirar ou expirar a fazer o que quer que fosse, deu-me vontade de lhe perguntar: "Mas acha mesmo que eu não sei respirar?" e a resposta tantos anos depois é óbvia, claro que não sabia.

Não sabia que a respiração me ajudaria a regular a mente, o sistema nervoso e o prana (energia vital). Não sabia que pode ser usada como forma de equilibrar diariamente o meu corpo, ou em modo SOS de ansiedade. Não sabia que me ajudaria a eliminar o caos mental diário e que me ajudaria a aprender a concentrar num só pensamento de cada vez e durante algum período de tempo. Não sabia que me ajudaria a lidar com tantas coisas posteriormente na minha vida.

 Mas como boa "chica-esperta" que sou, tinha a mania que sabia. Se todos soubéssemos dos obstáculos que saem da nossa vida assim que eliminamos o "chico-espertismo", o mundo já era outro.

Assim quando estiverem numa aula e o professor começar com Pranayama (os ditos exercicios de controlo consciente da respiração) experimentem fazê-los a 100%. E depois digam-me o que acharam.

Há vários tipos diferentes de pranayamas: para "acordar", para equilibrar, para acalmar, e acima de tudo para enchermos de prana (energia vital) o nosso corpo. Devemos fazê-los com a ajuda de um professor qualificado e experiente que nos possa guiar, de modo a que o processo ser fácil e tranquilo. Acreditem que não querem mega dose de prana sem estarem preparados para isso.

                                                
Para começar podem começar com a respiração diafragmática, usando toda a vossa capacidade pulmonar, oxigenando assim o vosso corpo da maneira plena que ele merece.


- Quando inspiramos, o diafragma desloca-se para baixo, ficando quase plano (diminuindo
a pressão do ar nos pulmões e puxando o ar para dentro) e o abdómen desloca-se para fora
- Quando expiramos, o diafragma desloca-se para cima, ficando semelhante a um cone
(aumentando a pressão do ar nos pulmões e empurrando o ar para fora), e o abdómen
desloca-se para dentro


Experimentem fazê-lo de forma consciente, mantendo toda a vossa atenção no processo da respiração. Cinco minutos por dia ou quando sentirem que é altura de voltar à base e de acalmar.

"PRACCHARDANA VIDHARANABHYAM VA PRANASYA"
"A calma é obtida através do controlo da expiração ou da retenção da respiração"  Yoga Sutra 1.38


Acima de tudo pratiquem a consciência
Love you all


Mafalda Sousa

PS: Pranayama - controlo do movimento do prana (através da nossa respiração)

PSS: Recomendo este livro: Light on Pranayama do BKS Iyengar. Podem encontrar também a versão em português, "Luz sobre o Pranayama". 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Limãozinho do bom!

Tapetes de Yoga lavadinhos e a cheirar bem levam à iluminação?

Acho que o caminho não tem de ser necessariamente por aí mas aqui vai um post com uma dica prática acerca da lavagem dos nossos amigos que diariamente são espezinhados e que tantas vezes nos amparam as quedas e testemunham grandes momentos de auto-conhecimento



1- Pôr o tapete na banheira

2- Esfregar e passar dos dois lados do tapete com metades de limão. Espremer o sumo e aproveitar a casca e polpa como esfregão.

3- Passar por água

4- Deixar a secar envolto num pano ao sol ou à sem pano mas à sombra. O importante é não os deixar apanhar luz solar directa para não estragar o material

Só o utilizo em tapetes de plástico, sejam dos eco mats ou daqueles mais normais e comerciais. Quando têm aquele género de tecido por cima, não sei que nunca experimentei. Mas o que seria da nossa vida sem um pouco de loucura e risco de quando em vez?



Podem também adicionar um bocadinho de bicarbonato de sódio que fica ainda melhor!

Namasté e boa prática 


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Percepção e mudanças


          

             Que todos nós temos visões do mundo diferentes já não é novidade. Há algumas décadas atrás havia uma maior uniformização do pensamento do que aquilo que há hoje em dia. A visão da permanência mudou, a perspectiva de tempo e duração de trabalho, relações e objectivos de vida mudou. A impermanência passou a ser parte da nossa vida tal como um trabalho para a vida inteira era há alguns anos atrás. Não sei se é bom ou mau, pessoalmente prefiro assim, com desafios e vontade de aprender mais e diferente.

               Até onde realmente aconteceu esta mudança pode ser passível de discussão: se é só para inglês ver ou se veio realmente cá de dentro. Sinceramente acho que depende mas continuo a trabalhar para que seja a partir do centro do meu lugar de consciência e plenitude. 

              Assim continua-me a fazer confusão que quem o deveria trabalhar mais (quem pratica e muitas vezes ensina disciplinas de trabalho consciente), continue a dizer que há só um caminho e que o meu método é que é o certo ou o mais antigo. Amigos, "certo" ou "antigo" não são o único caminho. Eu sei que já o referi noutros posts, mas há biliões de caminhos, por isso deixemo-nos de tantas preocupações com o que é certo ou com o que "devem" fazer e passem a seguir o que o vosso coração manda e o que o instinto diz. Sem julgamentos, nem ideias pré-concebidas. O que é verde para mim, é amarelo para ti... E depois? Fez-te seguir o caminho da consciência e da plenitude? Então só pode estar bem...

             Proponho o seguinte: se quisermos ir fazer um  programa diferente do que é costume, mas o nosso professor ou os nossos amigos não acham nada bem, avancemos (desde que não prejudique ninguém claro)... O pior que pode acontecer é eles terem razão e nós termos seguido o nosso instinto! Não me parece o pior cenário do mundo

             Acreditemos sempre que podemos mudar e que os outros também possam ter essa capacidade. Olhar tudo como se fosse a primeira vez, com consciência só nos pode enriquecer enquanto seres humanos.

             Atrevamo-nos a mudar as perspectivas!!! E a respeitar que os outros possam mudar as deles...


"VASTU SAMYE CITTA BHEDAT TAYOR VIBHAKTAH PANTHAH"

"Devido às diferenças nas diferentes mentes, a percepção de um mesmo objecto pode variar" - Yoga sutra  4.15


Namasté

PS: Volto a reforçar a ideia de que as nossas acções têm consequências (karmas) e de que devem de ser feitas com o maior respeito por nós e pelos outros... Em consciência e acordados sempre

terça-feira, 17 de julho de 2012

Errar é tão certo!!!

Hoje li um artigo acerca de como uma certa prática de Yoga (de um professor que eu desconhecia) não tinha quaisquer benefícios porque não nos livrava da roda do sofrimento. Era demasiado fisica e só trabalhava em Asana malucos e muito à frente do género de posições invertidas com torções e malabarismos.

Todos nós na nossa vida já fomos confrontados com situações em que as pessoas nos dizem que o que fazemos, como educamos (e nisto os pais sofrem), ou o que comemos é errado ou devia ser feito de outra maneira. Muitas vezes (leia-se quase sempre) isto de estar a julgar e a rotular as coisas como certas ou erradas deve ser cansativo, pelo menos eu fico mentalmente exausta quando entro nesses loops, e até lhes chamo as "rodas do sofrimento"!!! (leia-se com um certo tom de brincadeira no bom sentido)

Nesse artigo perguntavam que beneficios é que poderia trazer... Eu respondo: TODOS!!! Nem que seja perceberem que aquele não é o caminho! Ou que se podem magoar, porque invertidas com torções e malabarismos são hard core!

Agora meus amigos, errar é parte fundamental da experiência humana, nós estamos cá para experienciar e para nos relembrarmos da consciência pura e da plenitude que na realidade somos e para isso muitas vezes temos de errar, faz parte da teoria dual da coisa. Nesta perspectiva julgar também faz, e até o caminho do julgamento pode levar ao conhecimento. Todos somos diferentes, a maneira como eu aprendo não é nem tem de ser igual à de ninguém e essa diferença deve ser celebrada. Mas por favor não se apressem a julgar o que os outros fazem (e eu prometo que também me vou lembrar), porque mesmo o caminho "errado" pode e vai fazer parte do caminho!!

Vivam a vossa vida e experienciem todos os lados e ângulos, só o conhecimento nos pode livrar do sofrimento... e celebrar a vida todos os dias com amor e alegria também ajuda

Love you all 



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Acreditar, um post em forma de manifesto

E se eu acreditar? Se acreditar que posso mudar o mundo, dar o melhor de mim em tudo o que faço, se acreditar que é possivel todos vivermos em  consciência?



A primeira resposta que me vem à cabeça é um post que escrevi acerca de ilusão e realidade! E se a ilusão for consciente? E se tivermos um sonho e uma visão e a quisermos viver mas com os pés na terra sabendo que queremos trabalhar nela e construí-la?

Eu acho que é possivel... O John Lennon também!!! Já somos pelo menos dois...

John Lennon https://www.youtube.com/watch?v=XLgYAHHkPFs&feature=player_embedded

As aprendizagens estarão sempre lá, mais fáceis ou mais dificeis, mas acredito sempre... No que vale a pena, acredito sempre!!!

No que vale a pena acredito sempre!!!

PS: Desculpem o post em forma de manifesto mas precisava de me relembrar...